sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Feridas de um amigo



A correção de irmãos
“Leais são as feridas feitas pelo que ama, porém os beijos de quem odeia são enganosos” (Provérbios 27:6). Elogios não identificam necessariamente os amigos, nem a crítica sempre vem dos inimigos. Lembre-se de Judas que beijou o Senhor – e o traiu. Alguns dos elogios mais elaborados e melosos que já recebi vieram dos meus inimigos – muitas vezes associados a uma dor cortante nas costas, onde entrou a faca! Alguns dos comentários mais desagradáveis, doloridos e de murchar o meu ego sobre mim e meu trabalho vieram dos meus melhores amigos. Um inimigo contará a todos que você tem mau-hálito; um amigo talvez te dê refrescante bucal para você experimentar. Oh, como a crítica dói! Como ela nos faz sentir! Mas quando a dor do orgulho ferido ceder, você perceberá que era um favor. Ignorar o problema jamais teria ajudado. Você não teria o seu amigo para agir de outra maneira – apesar de precisar de um tempo para agradecer pela “ferida” que ele causou. É difícil agradecer um dentista enquanto ele está furando o dente!
Interesse genuíno na alma causa preocupação em um amigo que observa o meu caminho se afastar de Deus. Uma dura bronca pessoal – “tu és o homem” (2 Samuel 12:1-7) – pode ser necessária para me colocar nos eixos. É melhor sofrer com uma ferida temporária que a perda eterna. Eu me tornarei, então, o seu inimigo porque te conto a verdade? (veja Gálatas 4:16).
Porém, um amigo não acha prazer em causar tais feridas. Eu fico ressentido com o médico que sorri enquanto mexe num lugar dolorido! Eu sei que ele tem que fazer isso, mas não gosto de pensar que ele gosta disso! É fácil demais tornar uma crítica profissional e perpétua de tudo e de todos–se deliciar por achar falhas. Certamente tal atitude não é uma virtude e evidentemente raramente traz proveito para alguém. Um inimigo mira a sua flecha para destruir e machucar; um amigo jamais faz isso. Os nossos pais nos corrigiram. As marcas velhas nos “traseiros” não objetivavam a nossa destruição mas foram feridas de amor para o nosso proveito.
E há o outro lado da moeda – ser um amigo. Nem sempre é fácil. A amizade é mais do que visitas sociais, compartilhar refeições e aproveitar o companheirismo um do outro. É se preocupar o suficiente para fazer o que for preciso – independentemente de quanto a tarefa for desagradável.
A dura carta de correção aos coríntios de Paulo foi escrita “no meio de muitos sofrimentos e angústias de coração ... com muitas lágrimas ... para que conhecêsseis o amor que vos consagro em grande medida” (2 Coríntios 2:4). Paulo se preocupou a respeito de escrever a carta e como ela seria recebida, mas ele se alegrou quando soube do seu arrependimento (2 Coríntios 7:6). A sua atitude e as suas ações provaram a sua amizade.
Por que será que muitas vezes nós evitamos as tentativas de restaurarmos os perdidos (Gálatas 6:1). Sabemos que devemos, sabemos que seria uma bondade. Não é fácil! Por que não raciocinamos com os nossos vizinhos que não são cristãos? Alegamos ser amigos mas ignoramos a sua necessidade maior – a salvação do pecado. Receiamos dizer, “Temo que você estará perdido”. Ficamos quietos e os deixamos ir, sem incômodos, ao inferno. Que tipo de amigo faria assim?

–por Joe Fitch

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Lidando com os desanimados e os fracos





Em 1 Tessalonicenses 5:14 Paulo diz aos cristãos: “Consoleis os desanimados, ampareis os fracos”. A tradução literal da palavra “desanimados” seria “de alma pequena”, assim sugerindo desânimo ou timidez. Seja qual for o caso do desânimo e da fraqueza, os cristãos devem consolar os desanimados e amparar os fracos.
Na prisão em Roma, Paulo podia ter ficado desanimado; em vez disso ele escreveu e encorajou a igreja de Filipos: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos” (Filipenses 4:4). Ele havia aprendido que, qualquer que fosse a situação, ele devia estar contente (Filipenses 4:11).
Para a igreja em Roma ele escreveu: “Acolhei ao que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões” (Romanos 14:1). “Ora, nós que somos fortes devemos suportar as debilidades dos fracos e não agradar-nos a nós mesmos” (Romanos 15:1). Paulo estava bem equipado para encorajar os outros devido à força que ele encontrou em Cristo. “Tudo posso naquele que me fortalece” (Filipenses 4:13).

–por Billy Norris
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Jesus usou métodos carnais para atrair as multidões?



Muitos grupos religiosos usam uma variedade de apelações carnais para atrair pessoas às suas reuniões. Por exemplo, fazem jantares ou dão sorvete, têm jogos ou eventos divertidos, etc. Quando é pedido que justifiquem estas atividades, geralmente citarão os episódios onde Jesus alimentou as multidões. Alguns dizem, “Se você alimentar primeiro o corpo, depois terá a chance de alimentar a alma”. Vamos ver se sua referência às atividades de Jesus realmente apóia suas práticas.
Houve duas vezes diferentes em que Jesus alimentou, de maneira miraculosa, multidões enormes com quantidades pequenas de comida. Uma vez havia 5.000 homens, mais as mulheres e crianças (Mateus 14:15-21; Marcos 6:30-44; Lucas 9:10-17; João 6:1-14). Em uma outra ocasião havia 4.000 homens, mais as mulheres e crianças (Mateus 15:32-38; Marcos 8:1-9).
Nestas duas ocasiões, as pessoas tinham seguido Jesus para ouvir seu ensino maravilhoso e para ver seus milagres surpreendentes. Nunca houve uma promessa de comida para atraí-los. Na verdade, os dois acontecimentos mostraram as pessoas seguindo por longas distâncias e por muito tempo antes de receberem comida. Por exemplo, em Mateus 15:32 nós lemos: “E, chamando Jesus os seus discípulos, disse: Tenho compaixão desta gente, porque há três dias que permanece comigo e não tem o que comer; e não quero despedi-la em jejum, para que não desfaleça pelo caminho.” Você viu? As pessoas não foram seduzidas a seguir devido a uma oferta de comida. A comida veiomais tarde, como um ato de compaixão. As pessoas não foram esperando receber comida.
Nós temos uma referência onde Jesus suspeitou que as pessoas, de fato, foram com o desejo de receber comida (João 6:22 em diante). Nessa ocasião ele não as alimentou!
Aqueles que usariam o exemplo de Jesus alimentando as multidões para justificar suas práticas carnais hoje em dia estão simplesmente errados!

–por Greg Gwin

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