Diz um ditado popular: “Antes de apontar um dedo para alguém, lembre que há quatro apontados para você”. Se esta simples recomendação fosse levada em consideração, muitos mal entendidos seriam evitados. É impressionante como há pessoas que se julgam acima do bem e do mal. Com isso não queremos dizer que não temos a legitimidade de interpretar quando alguém está ou não agindo de maneira dissimulada. Mas o que está em questão nesta seção bíblica de Tiago (4.11-17) é o estilo de vida que a pessoa desenvolve sob a perspectiva de ser superior a outra pessoa.
Nos versículos 13-15, Tiago lembra-nos da brevidade da vida e da soberania de Deus sobre ela. Quem é verdadeiramente o juiz perfeito, senão Deus? Nós somos simples assistentes, e muitas vezes, os próprios réus necessitados do perdão divino. Quanta misericórdia Deus teve por você, por mim e tantos outros seres humanos! Torna-se uma tarefa impossível de relatar em alguma folha de papel tamanha misericórdia e amor. Com a exceção da direção divina, a nossa vida é incerta e breve. Hoje estamos vivos, mas amanhã podemos estar mortos. Por isso, quem somos nós para posicionarmo-nos como juízes algozes de alguém?
ARQUIVO FONTE: Subsídios - Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas extraído da Revista Ensinador Cristão Nº 59 do 3º trimestre de 2014
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
O Perigo da busca pela auto-realização humana
Por que existem conflitos, discórdias e males entre as pessoas cristãs? Tiago, o meio-irmão do Senhor, retoricamente, pergunta: “Porventura, não vêm disto, a saber, dos vossos deleites que nos vossos membros guerreiam?” (v.1). Esta é a origem dos conflitos e das discórdias que o autor da epístola descreve na seção bíblica 3.1-3. Quão enganoso e destrutivo é o coração humano!
No terceiro capítulo, Tiago demonstra que a maioria das nossas desavenças e tramas perversas é fruto da ambição, ignomínia e sede de vermos o nosso desejo realizado. E qual o objetivo desta realização? O deleite! O líder da igreja de Jerusalém expõe a nudez da alma humana. Daí é que surgem muitas frustrações espirituais e da própria alma. O indivíduo tem uma relação com Deus não segundo a vontade divina, mas a sua própria, pois colocaram em sua cabeça que as bênçãos de Deus são para os seus deleites e prazeres. Neste ponto, Tiago é taxativo: “Cobiçais e nada tendes; sois invejosos e cobiçosos e não podeis alcançar; combateis e guerreais e nada tendes, porque não pedis. Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites” (4.2,3).
“Porque não pedis”, Tiago destaca esta expressão para compará-la, logo em seguida, com a outra posterior: “Pedis e não recebeis”. Porque alguém pede a Deus e não recebe, já que o nosso Senhor prometeu dar-nos tudo o que pedíssemos em seu nome? Esta é uma pergunta que só pode ser respondida à luz de um autoexame sincero, pois a Palavra responde com clareza: “Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites”. Temos de ter o cuidado, para não confundirmos a vontade de Deus com a nossa própria. Não podemos usar o nome de Deus para realizar as vontades e os prazeres particulares. Deus não se usa!
Portanto, desafie a classe para um autoexame honesto, sincero e transparente à luz da Palavra de Deus. Nada é melhor que o homem desnudar-se na presença do Altíssimo. O nosso Pai sabe o que está em nosso coração e qual a nossa verdadeira motivação de vida diante dEle. Num tempo dominado pelas ambições e prazeres humanos, a palavra ensinada por Tiago chega a uma ótima hora e desafia-nos a olharmos para nós e perguntarmo-nos: o que há em meu coração?
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A verdadeira Sabedoria se manifesta na prática
Aonde há inveja, espírito faccioso e o mal, não se pode dizer que há ali uma sabedoria do alto. Tiago responde que ela “é terrena, animal e diabólica”. Onde existe esta sabedoria reina a inveja, o espírito faccioso, a perturbação e toda espécie de perversidade. É incrível o poder que os sentimentos ora citados têm em produzir danos terríveis à saúde psíquica das pessoas por eles atingidos. Imagine conviver num lugar durante anos, onde se presencie apenas a inveja, a disputa, a perturbação e a perversidade? E se este lugar for o ambiente que pensamos ser o mais perfeito do mundo, a igreja?Sabemos que a igreja local não é um lugar perfeito.
Basta que eu ou você esteja presente e logo perceberemos que realmente ela não é perfeita. Entretanto, há um abismo entre os defeitos naturais da uma igreja local e o ambiente eclesiástico que mina a saúde psíquica e espiritual de uma pessoa. Quando a igreja, que antes de tudo é a comunhão dos santos, não é mais um lugar de saúde espiritual, paz, harmonia, alegria e de comunhão com o outro, alguma coisa está errada. Pode ser com a pessoa ou pode ser com a própria instituição.
Esta aula é uma rica oportunidade de refletirmos sobre a saúde do nosso relacionamento pessoal com os nossos irmãos. Geralmente, passamos vários anos em uma única igreja local. É comum que em sua igreja, se ela é antiga, haja irmãos de 20, 30 ou até mais de 40 anos de congregados. Ao longo desses anos, pessoas encontraram ali aconchego espiritual para as suas vidas. Mas por outro lado, você encontrará pessoas há muito tempo em uma igreja local, se perguntadas, dizendo que não estão satisfeitas com a forma como aquela instituição lida com os segredos das pessoas, as suas privacidades, etc. Uma grande decepção está instaurada!
O nosso desafio, prezado professor, é expor a Palavra de Deus ensinando que este tipo de comportamento não pode ser normal entre nós, nem em nossa família e jamais em nossa comunidade cristã. Ainda que haja discordância, o que é normal, mas nunca pode haver dissimulação e desejo de fazer o mal entre um povo que diz amar a Deus e ao próximo. Quem faz estas coisas nada tem haver com o Evangelho, senão com a sabedoria animal, terrena e diabólica. Que o Senhor nosso Deus nos dê o privilégio e a alegria de viver a autêntica comunhão do Corpo de Cristo até Ele voltar
ARQUIVO FONTE: Subsídios - Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas extraído da Revista Ensinador Cristão Nº 59 do 3º trimestre de 2014
Basta que eu ou você esteja presente e logo perceberemos que realmente ela não é perfeita. Entretanto, há um abismo entre os defeitos naturais da uma igreja local e o ambiente eclesiástico que mina a saúde psíquica e espiritual de uma pessoa. Quando a igreja, que antes de tudo é a comunhão dos santos, não é mais um lugar de saúde espiritual, paz, harmonia, alegria e de comunhão com o outro, alguma coisa está errada. Pode ser com a pessoa ou pode ser com a própria instituição.
Esta aula é uma rica oportunidade de refletirmos sobre a saúde do nosso relacionamento pessoal com os nossos irmãos. Geralmente, passamos vários anos em uma única igreja local. É comum que em sua igreja, se ela é antiga, haja irmãos de 20, 30 ou até mais de 40 anos de congregados. Ao longo desses anos, pessoas encontraram ali aconchego espiritual para as suas vidas. Mas por outro lado, você encontrará pessoas há muito tempo em uma igreja local, se perguntadas, dizendo que não estão satisfeitas com a forma como aquela instituição lida com os segredos das pessoas, as suas privacidades, etc. Uma grande decepção está instaurada!
O nosso desafio, prezado professor, é expor a Palavra de Deus ensinando que este tipo de comportamento não pode ser normal entre nós, nem em nossa família e jamais em nossa comunidade cristã. Ainda que haja discordância, o que é normal, mas nunca pode haver dissimulação e desejo de fazer o mal entre um povo que diz amar a Deus e ao próximo. Quem faz estas coisas nada tem haver com o Evangelho, senão com a sabedoria animal, terrena e diabólica. Que o Senhor nosso Deus nos dê o privilégio e a alegria de viver a autêntica comunhão do Corpo de Cristo até Ele voltar
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