sexta-feira, 1 de abril de 2016

Subsídio: Maravilhosa Graça O Evangelho de Jesus Cristo revelado na Carta aos Romanos

LIÇÃO 1
A EPÍSTOLA AOS ROMANOS

A mais famosa epístola do apóstolo Paulo foi escrita aproximadamente entre 57 e 58 d.C, com uma margem de erro de um ou dois anos, de acordo com o estudioso do Novo Testamento, D. A. Carson. O autor é Paulo, embora fora Tércio quem escrevesse a epístola, o amanuense do apóstolo (Rm 16.22). A carta foi destinada aos crentes, judeus e gentios, que constituíam a igreja em Roma (Rm 1.7,15). A maioria dos estudiosos concorda que havia pelo menos dois propósitos na epístola paulina: (1) missionário, o apóstolo se apresentaria à igreja para remover as suspeitas contra ele levantadas pelo partido judaico de Jerusalém a fim de impedi-lo a chegar à Europa, na Espanha; (2) doutrinário, expor os direitos e privilégios da salvação tanto dos judeus quanto dos gentios, pois em Cristo, não haveria mais judeu nem grego, mas uma pessoa somente nascida de novo em Jesus Cristo (Rm 14.1-10). Por isso, o principal texto da epístola aos Romanos é "Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé" (1.17).
Caro professor, estudar bons comentários do Novo Testamento. Associe o conhecimento adquirido a partir do seu estudo introdutório, e sob a perspectiva da visão do todo da carta de Paulo, com o auxílio da tabela de esboço abaixo:

A EPÍSTOLA DE ROMANOS ESTÁ ESTRUTURADA
EM TRÊS GRANDES ÁREAS
Área 1:
Argumentos da Justificação pela fé
(1−8)
Área 2:
A relação de Israel com o Plano de Salvação
(9−11)
Área 3:
Questões práticas da vida cristã
(12−16)
1. Prefácio e Saudação (1.1-7); 2. Paulo deseja ver os romanos (1.8-15); 3. Assunto: a justiça pela fé (1.16-17); 4. A depravação dos gentios (1.18-32); 5. Os judeus e a justiça de Deus (2.1−3.8); 6. A universalidade do pecado e o poder da graça de Deus (3.9−6.20); 7. Nova vida e as primícias do Espírito (7.1−8.39).
1. A tristeza de Paulo pela incredulidade de Israel (9.1-5); 2. A liberdade da graça (9.6-33);
3. A rejeição dos judeus à justiça de Deus (cap. 10); 4. O futuro de Israel (11.1-32); 5. Hino de adoração (11.32-36).
1. Consagração, amor e fervor no uso dos dons (12.1-21); 3. Submissão à autoridade (13.1-7); 4. O amor ao próximo, vigilância e pureza (13.8-14);5. Tolerância, liberdade e amor (cap. 14);6. O exemplo de Cristo (15.1-13); 7. O apostolado, o propósito e as recomendações de Paulo (15.14−16.27).
Fonte: Texto adaptado da Bíblia de Estudo Pentecostal (BEP), CPAD.



quinta-feira, 24 de março de 2016

APRENDENDO com o MESTRE(ÚLTIMA PARTE)


Antonio Gilberto


Mestre em Teologia; Licenciado em Pedagogia e Letras; Psicólogo; Membro da Academia Evangélica de Letras; Membro da Casa de Letras Emílio Conde; Autor do livro Manual da Escola Dominical, A Escola Dominical entre outro, todos editados pela CPAD; Comentarista da Revista Lições Bíblicas para Jovens e Adultos da CPAD; Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD; Membro da junta diretora da Global University, em Springfield – Missouri/EUA.





“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6)

E. Desafios à Educação Cristã nestes últimos dias
Avisos da Palavra de Deus sobre a precaução da Igreja ante os males dos últimos dias contra ela: “E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição e negarão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade” ( 2 Pe 2.1,2); 2 Tm 3.1-5; At 20.20; e “mas o Espírito expressamente diz que,nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios” (1 Tm 4.1).
1. O desafio a derrocada dos a1icerces espirituais, morais e sociais por toda parte. SI 11.3 “ verdade, que já os fundamentos se transformam; que pode fazer o justo? Alguns desses alicerces ou fundamentos:
• O alicerce da fé em Cristo (Lc 18.8).
“Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça. Quando, porém, vier o Filho do Homem, porventura, achará fé na terra”?
• O alicerce da doutrina cristã segundo a Bíblia (Tt 2.7).
“Porque convém que o bispo seja irrepreensível como despenseiro da casa de Deus”
Cuidemos primeiro da fé (Rm 1. 17b)”, mas igualmente da doutrina , como está revelado em 1 Timóteo 4.6. “Propondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Jesus Cristo criado com as palavras de fé e boa doutrina que tens seguido.
• O alicerce da santidade; da retidão; da justiça; do direito; da integridade; da honestidade (Hb 12.14; 2 Co 7.1). “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”.
• O alicerce da preservação das convicções bíblicas e cristãs, primeiro quando ao Senhor Jesus Cristo. “Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho, porque eu sei em quem tenho e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele Dia” ( 2 Tm 1.12 “porque eu sei em quem tenho crido”; não em que tenho crido.
2. O desafio da ortodoxia bíblica e cristã do próprio ensinador. 1 Co 4.6 “ aprendais a não ir além do que está escrito”. “E eu, irmãos, apliquei essas coisas por semelhança, a mim e a Apolo, por amor de vós, para que, em nós, aprendais a não ir além do que está escrito, não vos ensoberbecendo a favor de um contra outro”
3. O desafio do relativismo moral, humanista e filosófico, hoje presente por toda parte, sem ser notado, nem contestado.
O relativismo infiltra-se hoje no lar, na escola, na igreja, nas profissões, no Governo em geral, na administração pública e privada, e na vida relacional do indivíduo.
(Relativismo é uma teoria moral filosófica afirmando: (1) Que tudo na vida é contextual; (2) Que tudo é relativo e variável; (3) Que tudo depende dos fins em vista);
(4) Que nada nesta vida é absoluto. (Isto é, as realidades morais, éticas cristãs científicas etc., variam conforme a época, o lugar, a finalidade e o povo).
1. O desafio do constante surgimento de movimentos religiosos heterodoxos quanto a fé e a doutrinas cristãs, segundo a Bíblia.
É o secularismo dentro da igreja, que na linguagem prática é o mundanismo no viver diário dos membros da igreja.
Não estamos falando de contextualização no sentido de adequação da igreja aos recursos da moderna tecnologia; a modernidade. Não. Estamos falando da absorção pela igreja, da filosofia de vida do mundo incrédulo, sem Deus.
F. Alertas ao Mestre Cristão
1. Mestres, doutores, teólogos, escritores, professores e filósofos da Igreja têm causado quase todas as divergências, cisões, lutas e diversões na Igreja, desde os primeiros séculos. O Educador cristão precisa tomar cuidado com isso, para ele não ser mais desses.
2. A Palavra de Deus adverte aos que sabem: “a ciência incha”
Ora, no tocante às coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que todos temos ciência. A ciência incha, mas o amor edifica (1Co 8.1). A ciência significando o conhecimento, o saber.
O mestre cristão, bem como outras pessoas da igreja, dotadas de conhecimento sistemático têm uma forte tendência para o orgulho, a presenção, a auto- -suficiência e a autodependência. O educador cristão precisa sempre tomar cuidado com isso.
3. O mestre cristão precisa sempre lembrar-se que ciência (=conhecimento) não é exatamente o mesmo que sabedoria.
• Moises, no princípio, era “instruído em toda a ciência dos egípcios” (At 7.22), conteúdo segundo o relato Êx 18.12-27, faltou-lhe sabedoria para liderar e cuidar do povo de Deus junto ao Monte Sinai.
Essa sua falta de sabedoria abrangia: local, modo, e horário de atendimento ao povo, e também sabedoria quanto a auxiliares necessários ao atendimento ao povo.
• O mestre cristão- precisa saber que ,conforme a profecia de “E tu, Daniel, fecha estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo” muitos correrão de uma parte para a outra, e a ciência se multiplicará” (Dn12.4), neste. “tempo do fim” haverá multiplicação da ciência, e da tecnologia, mas não multiplicação da sabedoria.
O Educar cristão precisa tomar cuidado consigo mesmo quanto a isso.
4. O educador cristão, não deve jamais prescindir do poder de Deus na sua vida e no seu ministério Nesse sentido, o exemplo de Jesus ao ensinar: Lc 5.17; Mt 7.29; Lc 6.6-10. Jesus estava ensinando nos casos aqui mencionados, mas o poder de Deus estava bem presente para operar entre os ouvintes.
O Educador cristão deve seguir os passos de Jesus também aqui.
1. O mestre refletir devidamente no que afirmou Jesus em João 8.
Não é o conhecimento da verdade divina que liberta, e sim a própria verdade, que é Jesus. “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim (Jo 14.6)
O conhecimento da verdade divina e um meio de conduzir-nos a ela. Ha muitos que conhecem a verdade bíblica, mas vivem confusos dominados pelo mal.
Jesus mesmo é que é a Verdade que liberta.
“O Mestre Cristão não deve perder de vista este fato”
2. O mestre cristão, certamente já observou que em muitas igrejas da atualidade, quase tudo é “light”
Evite entrar: por este caminho de falsa liberdade (2 Pe 2.19). “Prometendo-lhes liberdade, sendo eles mesmos servos da corrupção. Porque de quem alguém é vencido, do tal faz-se também servo”
Trata-se dei modernismo religioso; modernismo espiritual.
É doutrina: light” vida cristã “light”; oração “light”; porte pessoal “light”; pastor “light”; templo “light”; música “light” etc.
O Mestre Cristão deve precaver-se para também não ser “light” .

Extraído da Revista Ensinador Cristão.
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