sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Um dos maiores defensores da ortodoxia na Igreja Primitiva

Irineu (130-200 d.C.), um dos Pais da Igreja, foi bispo de Lyon, hoje Franca, e polemista antignóstico.
Como assim "polemista"? Hoje, a ideia de apologética esta vinculada não soa defesa racional da fé crista diante dos ataques seculares, mas também ao combate as heresias internas dentro do Cristianismo, porem, naquela época, não era assim. Originalmente, os apologistas, que destacaram-se bastante no segundo século, eram assim chamados porque apresentavam e defendiam racionalmente o Cristianismo diante das autoridades seculares. Já os polemistas
empenhavam-se em responder aos falsos ensinos dos grupos heréticos que tentavam dividir as igrejas cristas.
Enquanto a maioria dos apologistas era do Oriente, os grandes polemistas procediam do Ocidente. Irineu foi um dos mais destacados dentre eles, e um dos primeiros.

         Nascido em 130 d.C., na cidade de Esmirna, na Ásia Menor, na região onde hoje está a Turquia, Irineu era de uma familia grega cristã. Ele foi influenciado pela pregação de Policarpo, bispo de Esmirna. Anos depois, Irineu mudou-se para Gália (atual sul da Franca), para a cidade de Lyon, onde substituiu o bispo daquela cidade, que havia sido martirizado em 177 devido a intensa perseguição aos cristãos da época.

         Justino Mártir, outro dos Pais da Igreja, também exerceu grande influencia sobre Irineu. Justino era um apologista, enquanto Irineu era, como já explicamos, um polemista, refutando as heresias que tentavam contaminar as igrejas cristãs. Irineu foi um dos mais destacados defensores da ortodoxia bíblica, do Cristianismo Apostólico, como era mais propriamente chamada. Sua principal obra foi Adversus Haereses (Contra as Heresias), escrita entre os anos de 182 e 188, e através da qual combatia os ensinos heréticos do gnosticismo, que por volta do ano 150 chegou ao seu auge de influencia. A má influencia do gnosticismo começou na época apostólica, como as cartas de Paulo (especialmente Colossenses) e João (sobretudo l João) demonstram.
De acordo com a tradição cristã, o gnosticismo no meio cristão teve inicio com Simão, o mago, que aparece no relato neotestamentário sendo repreendido contundentemente pelo apostolo Pedro (At 8.9-24). Na época de Irineu, os principais expoentes do gnosticismo, os quais Irineu menciona varias vezes em sua obra, eram Valentino e Marcion.

         Irineu também é conhecido como "Pai dos Dogmas da Igreja". Ele defendeu o episcopado (pastorado), a ortodoxia, todos os pontos fundamentais do credo cristão, o cânon do Novo Testamento e a doutrina do reino milenial (literal) de Cristo na Terra. Era mais bíblico que filosófico, e foi o primeiro a escrever em sentido teológico para a igreja. Morreu martirizado em Lyon em 200 d.C.


Este material foi retirado da revista ensinador cristão- CPAD- nº 40.

Sábado - Sl 125.1 – LBJ – A confiança em Deus.

Os que confiam no SENHOR serão como o monte Sião, que não se abala, mas permanece para sempre.

Extraído do livro BEACON.

O último salmo da segunda trilogia (cf. Int. dos salmos 120 e 123) traz o salmista novamente às alturas da segurança e confiança no monte Sião e em Jerusalém como tipificando o refúgio da sua alma. O perigo não desapareceu (cf. w. 3,5), mas a serenidade voltou ao coração confiante. Não sem motivo, alguns comentaristas veem nesse e no salmo precedente as circunstâncias dos dias de Neemias (cf. Ne 6).66 De modo merecido, esse salmo é um dos favoritos de muitos cristãos.
1. Os Montes em Volta de Jerusalém (125.1-3)

A confiança no Senhor (1) torna a alma tão inabalável como o monte Sião, o símbolo de estabilidade e força para o povo do AT. Os montes à roda de Jerusalém (2): Jerusalém não está rodeada por cumes de montanhas, mas situada no meio de uma região montanhosa. A NVI traduz o versículo 2 da seguinte forma: “Como os montes cercam Jerusalém, assim o Senhor protege o seu povo, desde agora e para sempre”. Visto que isso é verdade, o cetro da impiedade não permanecerá sobre a sorte dos justos (3), isto é, os ímpios não terão permissão para reinar sobre aquilo que pertence aos justos. A preocupação do salmista é o perigo de os justos estenderem suas mãos à iniquidade. “Uma opressão prolongada pode induzir os israelitas ao desespero a ponto de negarem sua lealdade a Javé e sua obrigação com o seu país, e se aliarem aos inimigos da sua religião e nação”

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Sexta - Jó 19.25,26 – LBJ – A confiança em Deus em meio à dor.

Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra.

Extraído do livro BEACON.
Pensar em uma testemunha duradoura faz com que Jó alcance a maior compreensão até então na busca por significado da sua situação. Ele repentinamente percebe no fundo do seu ser que tem um Redentor vivo (25). A palavra é goel, que normalmente se refere ao parente mais próximo. Essa pessoa se incumbe de vingar o sangue no caso de um assassinato; ele “redime” o estado do homem morto, ou ele se responsabiliza para que a posteridade do irmão morto continue por meio do levirato. (O levirato era uma instituição matrimonial dos hebreus que impunha à viúva casar-se com o irmão do falecido marido.) Assim, ele é o defensor, o vingador, aquele que salva da opressão, o libertador. Deus é esse Redentor para Israel de uma maneira que ninguém mais poderia ser (Ex 6.6; 15.13; SI 74.2; et al.). Jó finalmente enxerga, Deus se levantando para defender sua honra e “acertar as contas”.

Ele também afirma: Ainda em minha carne verei a Deus (26). Essa expressão tem recebido uma série de interpretações que vão desde a rejeição da ressurreição até exatamente o oposto, ou seja, o de que esse texto confirma a ressurreição.
Aqueles que apoiam a visão negativa ressaltam que Jó declarou inegavelmente que não existe esperança de vida após a morte (14.7-14), e que ele é um homem que perdeu toda a esperança. Também se argumenta que tal esperança nesse ponto crítico do argumento frustra qualquer necessidade de uma discussão adicional, visto que não leva em conta o desânimo e a falta de esperança que Jó ainda vai expressar. Também se argumenta que o texto desses versículos está bastante corrompido.
Por outro lado, tem-se observado que Jó flutua em suas emoções de desespero até chegar a algum vestígio de esperança. E embora ele tenha com frequência expressado desespero e confusão, ele recusa-se resolutamente a abandonar sua integridade em seu relacionamento com Deus. Apesar da profundidade do seu desespero, Jó retorna. Esses momentos parecem se intensificar e finalmente chegam ao clímax no clamor de fé em que Jó declara que ele verá a Deus como seu Redentor (goel) com seus próprios olhos.

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