domingo, 20 de agosto de 2017

Ação de Graças

A ação de graças é um reconhecimento público ou celebração da bondade divina, uma expressão de gratidão. O verbo hebraico yadah e o substantivo todah estão associados à gratidão e à ação de graças no Antigo Testamento. Essas mesmas palavras também são traduzidas em outras passagens com o “louvor” e “confissão”. O papel da ação de graças, ao se prestar honras a Deus, é ilustrado em Salmos 69-30: “Louvarei o nome de Deus com cântico e engrandecê-lo-ei com ação de graças”.
No Novo Testamento, a expressão “ação de graças” é tradução' do vocábulo grego eulogia, cujo sentido básico está associado ao louvor, e também de eu charistia (“gratidão”). Esta palavra deriva-se de eu ( “bem ” ou “bom ”) e charis ( “favor”, “graça”, “graciosidade”, “benefício”, “agradecimento”). A ligação entre a ação de graças e a oração fica bem clara em Filipenses 4.6: “As vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com a ç ã o d e g r a ç a f (grifo do autor).
A ação de graças, como um elemento da oração, tanto pode ser desvalorizada como tida em alta conta. Até hoje os judeus devotos entremeiam o dia inteiro com suas orações, no geral compostas por sentenças curtas. Mais de cem bênçãos são normalmente recitadas começando com as palavras: “Bendito sejas tu, ó Senhor, Rei do Universo”. Um judeu típico expressa um breve agradecimento a Deus ao receber notícias boas ou más, ao cheirar uma flor odorífera, ao alimentar-se, ao ver um arco-íris e ao passar por uma borrasca. Durante todo o dia o judeu devoto louva e agradece a Deus por tudo que acontece, valendo-se de  orações  curtas,  que não  compreendem mais de uma sentença. A admoestação de Paulo para orarmos “sem cessar”  (cf. 1 Ts 5.17) fica muito mais clara quando compreendemos o pano de fundo hebraico a partir do qual ele escrevia. Nos capítulos  seguintes, “ação de graças” é o reconhecimento da bondade divina, uma expressão de gratidão  a Deus,  sob  a forma  de oração (inclusive  a silenciosa),em  cântico,  música ou  língua desconhecida.

Extraído do livro Teologia bíblica da oração.

Robert L. Brandt e Zenas J. Bicket
Todos os direitos reservados. Copyright © 2007 para a língua portuguesa da Casa
Publicadora das Assembléias de Deus. Aprovado pelo Conselho de Doutrina.
Título do original em inglês: The Spirit Help Us Pray
Logion Press, Springfield, Missouri
Primeira edição em inglês: 1993
Tradução: João Marques Bentes
Revisão: Gleyce Duque

Editoração: Flamir Ambrósio

Súplica

A súplica é o ato de fazer humildes e intensos rogos pedindo favor, especialmente a Deus. Três vocábulos hebraicos da raiz hanan são traduzidos por “súplica”. Com frequência incluem a ideia de intercessão, petição e pedido insistente. Algumas vezes esses vocábulos são traduzidos por “oração”, “pedido de misericórdia” e “solicitação de um favor”. Dois usos do vocábulo no Antigo Testamento são derivados de hanan.

       Quando o teu povo de Israel for ferido diante do inimigo, por ter pecado contra ti, e se converterem a ti, e confessarem o teu nome, e orarem, e suplicarem a ti nesta casa, ouve tu, então, nos céus, e perdoa o pecado do teu povo de Israel, e torna a levá-lo à terra que tens dado a seus pais (1 Rs 8.33,34, grifo do autor).
A ti, Senhor, clamei, e ao Senhor supliquei (SI 30.8, grifo do autor).
         No Novo Testamento, a palavra grega deesis, que também significa “petição”, é normalmente traduzida como “súplica” na versão Revista e Corrigida. Confira a transcrição de Filipenses 4.6, no tópico sobre “petição”. Em algumas passagens básicas sobre a oração, deesis indica um rogo mais importuno e apaixonado diante de Deus.


Extraído do livro Teologia bíblica da oração.

Robert L. Brandt e Zenas J. Bicket
Todos os direitos reservados. Copyright © 2007 para a língua portuguesa da Casa
Publicadora das Assembléias de Deus. Aprovado pelo Conselho de Doutrina.
Título do original em inglês: The Spirit Help Us Pray
Logion Press, Springfield, Missouri
Primeira edição em inglês: 1993
Tradução: João Marques Bentes
Revisão: Gleyce Duque

Editoração: Flamir Ambrósio

Submissão


A submissão não é tanto um meio quanto uma condição para a oração eficaz. O cristão submisso aceita humildemente a autoridade e o senhorio daquEle a quem ora. Não obstante o cumprimento dessa condição prévia, ele precisa igualmente submeter-se aos lideres que Deus colocou acima dele: “Obedecei a vossos pastores e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossa alma, como aqueles que hão de dar contas delas;' para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil” (Hb 13.17).

Extraído do livro Teologia bíblica  da oração.

Robert L. Brandt e Zenas J. Bicket
Todos os direitos reservados. Copyright © 2007 para a língua portuguesa da Casa
Publicadora das Assembléias de Deus. Aprovado pelo Conselho de Doutrina.
Título do original em inglês: The Spirit Help Us Pray
Logion Press, Springfield, Missouri
Primeira edição em inglês: 1993
Tradução: João Marques Bentes
Revisão: Gleyce Duque

Editoração: Flamir Ambrósio