terça-feira, 22 de agosto de 2017

Hedonismo, um Perigo do Nosso Tempo


INTRODUÇÃO
I - A CULTURA DO PRAZER
II - HEDONISMO E AS OBRAS DA CARNE
III - A COSMOVISÃO JUDAICO-CRISTÃ
CONCLUSÃO
Professor(a), a lição deste domingo tem como objetivo principal levar o jovem a refletir a respeito da origem e as consequências da cosmovisão chamada hedonismo. Para ajudá-lo(a) na sua reflexão, leia o subsídio abaixo:
“O hedonismo pode ser definido, de maneira direta, como a "doutrina filosófica, da época pós-socrática, segundo a qual o prazer individual e imediato é o supremo bem da vida".1 Outros teóricos acrescentam que, além de buscar o prazer, o hedonismo tem também como objetivo, simultaneamente, evitar a dor e o sofrimento. Destarte, diante desse grau exacerbadamente egoísta, que coloca o bem-estar pessoal como a coisa mais importante da existência, o hedonismo se constituiu numa das cosmovisões mais perniciosas deste mundo, pois contamina o jeito das pessoas pensarem, trazendo justificativas, por exemplo, às condutas que ferem a integridade e os compromissos morais, desde que sejam prazerosas pessoalmente, e pode até autorizar o estabelecimento de políticas públicas extremante cruéis com o próprio ser humano, como o aborto e a descriminalização do uso de drogas. Tudo em homenagem à satisfação pessoal, no mais elevado patamar.
Ao divinizar o prazer, o hedonismo faz dele um fim em si mesmo... O bem supremo, transformando-o em um deus ou, quem sabe, em um demônio, que fará de tudo para conseguir seu objetivo.

Dizer que o hedonismo coloca o prazer como um deus, o qual deve ser adorado, não é um exagero, mas uma triste realidade. Walter Schubart, em seu livro "Eros e Religião", engrandece o prazer sexual como um ato de redenção, colocando "Eros" na condição de uma divindade e através do qual virá a salvação da humanidade.
Origens

A palavra hedonismo deriva do termo grego hedone, que significa prazer, deleite, aprazimento. Assim, objetivando que a felicidade assumisse o sentido de “obtenção do prazer”, surgiu na Grécia, organizado como pensamento filosófico, o hedonismo, tendo como maior arauto Aristipo de Cirene (435-335 a.C.). Ao longo da história, porém, muitos se levantaram para defender o prazer como o valor mais precioso da existência.

Thomas More (1478-1535), por exemplo, ensinava um epicurismo utópico, onde os prazeres poderiam ser satisfeitos amplamente, ao mesmo tempo em que todo o sofrimento poderia ser evitado. Já os utilitaristas Jeremy Benthan (1782-1875) e John Stuart Mill (1806-1873) lecionavam que o objetivo maior da existência humana é beneficiar e dar prazer para o maior número de pessoas, pelo tempo mais longo possível, dentre muitos outros. Também na seara da psicologia, a escola de pensamento chamada behaviorismo, igualmente, palmilhou pela teoria hedonista, defendendo que o homem deveria anelar as coisas que visam o auto-interesse, de acordo com o princípio do prazer, evitando toda espécie de dor.
2

Importante dizer, também, que o Senhor nunca chancelou a tese que coloca o prazer ou a felicidade própria como a prioridade na vida. Ao contrário, elegendo o prazer como o bem supremo da existência (a mesma coisa que faz o avarento, em relação ao dinheiro - Cl 3.5), o hedonista se torna um idólatra. O primeiro lugar em cada coração deve, sempre, pertencer a Deus (Mt 6.33; Rm 11.36).
Consequências

A vida do hedonista é vazia de significado, porque "não somos seres humanos vivendo uma experiência espiritual, mas seres espirituais vivendo uma experiência humana", como dizia Teilhard de Chardin (1881-1955). Assim, a autossatisfação não pode preencher todo o interesse do homem, um ser triúno. Em um primeiro instante, é possível que os prazeres da carne (Rm 8.8) alcancem um patamar valorativo importante, porém os momentos de angústia posteriores, pelo vazio existencial, e pela separação de Deus, serão abundantes, significativos e determinantes.

O rei Salomão, por exemplo, depois de prometer a si mesmo “gozar o prazer” (Ec 2.1), satisfazer a concupiscência dos olhos e realizar seus desejos mais secretos (Ec 2.10), olhou para as obras de suas mãos e "eis que tudo era vaidade e aflição de espírito e que proveito nenhum havia debaixo do sol" (Ec 2.11). Ele abandonou a sabedoria, tornando-se idólatra de deuses estranhos pela influência de mulheres que supostamente lhe davam prazer (1 Rs 11.1-8)!
Conclusão
A mentalidade da sociedade atual inclina-se totalmente ao hedonismo, nos seus mais variados aspectos. O sentimento de ter prazer pessoal com as coisas da vida, e nada padecer, suplanta todo o sentimento de amor ao próximo. Assim, como visto, a cultura deste mundo hedonista não deve ser paradigma para aqueles que pretendem andar com Deus. Mas como fazer para não ser influenciado por um modo de pensar tão amplo e atraente? O professor Morrie Schwartz responde: “A cultura que temos não contribui para que as pessoas se sintam felizes com elas mesmas. É preciso ser forte para dizer que, se a cultura não serve, não interessa ficar com ela”.
3

*Este subsídio foi adaptado de ODILO, Reynaldo. Tempo Para Todas as Coisas: Aproveitando as oportunidades que Deus nos dá. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, pp. 103-112.
Que Deus o(a) abençoe.
Telma Bueno
Editora responsável pela Revista Lições Bíblica Jovens

 link da postagem original abaixo.
http://licoesbiblicas.com.br/index.php/2014-11-13-19-35-17/subsidios/jovens/834-licao-57.html

A Necessidade e a Possibilidade de Termos Uma Vida Santa

Santidade é para mostrar superioridade espiritual em relação ao outro? É mostrar que você tem o controle da própria natureza nas mãos? É se mostrar orgulhoso da “autoridade espiritual” que possui? Essas perguntas, prezado professor, prezada professora, são boas sugestões para iniciar a lição desta semana.
É preciso desenvolver a perspectiva bíblica de que a santidade nada tem a ver com superioridade espiritual em relação ao outros; muito menos a sensação de que se tem o controle da própria natureza humana; tão pouco é se apresentar uma pessoa orgulhosa como portadora de determinada “autoridade espiritual”. É preciso salientar que a Bíblia mostra a santidade como uma atitude de quem, sendo alcançado pela graça de Deus, devolve-Lhe o amor que o Pai depositou em sua vida. Então, essa pessoa tem a plena consciência que não pertence ao mundo, muito menos a si própria, mas somente a Deus. É consagrada, separada, escolhida por Deus como propriedade exclusiva dEle.

Por que fomos chamados para ser santos?

Logo, somos santos porque Deus nos separou para isso, por intermédio de sua graça manifesta no sacrifício de Jesus, pois assim, a santidade não passa por mera ambição de seguir uma carreira espiritual ou eclesiástica, mas pela forte convicção de que Deus nos chamou e separou para trilhar o mesmo caminho de Jesus neste mundo. Por isso,

Somos os seus discípulos!

Distinguindo “mundo” da “terra” É preciso deixar claro para classe, que biblicamente, neste mundo, os crentes são considerados forasteiros, peregrinos e, por isso, não devem se conformar com ele, pois não pertencemos mais ao sistema filosófico de vida do mundo (Rm 12.2; cf. Jo 15.9; Hb 11.13; 1 Pe2.11). Aqui, é importante destacar que quando falamos que não pertencemos a este mundo, partimos do pressuposto da distinção entre as palavras “mundo” e “terra”. Não por acaso nos referimos a “mundo” como um sistema filosófico de vida para o indivíduo, e não como a terra, isto é, a beleza da Criação, criada por Deus, para glorificar o seu nome e ser bênção em nossas vidas. Ora, Deus não proíbe a contemplação da natureza criada como obras de suas mãos, como as montanhas, as florestas, os mares, enfim, a terra toda criada, pois “Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos” (Sl 19.1). Que Deus nos molde e ajude a sermos santos em toda a nossa maneira de viver! (1 Pe 1.15)

Material extraído da LBM  “Lições  Bíblicas de  Mestre” digital.

Terça - 2 Pe 2.13 – LBJ – O prazer como finalidade da vida.

recebendo o galardão da injustiça; pois que tais homens têm prazer nos deleites cotidianos; nódoas são eles e máculas, deleitando-se em seus enganos, quando se banqueteiam convosco;


Extraído do livro comentário do novo testamento aplicação pessoal.


2.13 A pecaminosidade destes doutores tinha sido tão óbvia, que era vergonhoso que qualquer um dos crentes os seguisse.
Embora os falsos doutores tentassem se fazer passar por ensinadores superiores com grande
conhecimento, eles se permitiam a sua luxúria carnal em pleno dia (versão RA). Tais atos deviam ser realizados protegidos pelas trevas.
Entretanto, estes homens eram tão arrogantes, que nem mesmo tentavam disfarçar o seu comportamento, o que os tornava impróprios para estarem entre os cristãos. Assim, os falsos
doutores eram nódoas e máculas entre eles, arruinando as reuniões dos cristãos com a sua simples presença. Banquetear-se pode se referir a parte da celebração da Ceia do Senhor. Em um dos atos mais hipócritas, eles compareciam às festas sagradas designadas a promover o amor e a unidade entre os crentes, enquanto, ao mesmo tempo, revelavam seus enganos. Estes homens eram culpados de mais coisas além dos falsos ensinos e da promoção dos prazeres pecaminosos; eles eram culpados de afastar os outros da verdade. A destruição será o seu galardão.

Retirado deste👇