segunda-feira, 4 de maio de 2015

ALIANÇA, NOVA ALIANÇA



Aliança é um acordo entre duas pessoas que se comprometem a fazer certas coisas em benefício mútuo. É um compromisso extremamente sério que requer confiança, fidelidade e lealdade. Quando cada pessoa envolvida cumpre sua parte, é abençoada com uma relação profunda e maravilhosa. Quando os acordos não são mantidos, as conseqüências são extremamente severas.
Alianças são um tema importante na Bíblia, tendo Deus feito com Noé a primeira aliança relatada nas Escrituras. Deus também fez alianças com Abraão, com o Rei Davi e os israelitas. Entretanto a mais importante de todas foi feita com todas as pessoas através da missão de Seu Filho, Jesus Cristo.
A aliança de Deus dá a cada pessoa a oportunidade de ter uma relação íntima com Ele, o que dá significado à nossa vida e nos proporciona diretrizes de conduta. Se aceitarmos Sua aliança, Ele nos abençoará aqui na terra e viveremos com Ele no céu eternamente.

DIFERENTES TIPOS DE ALIANÇAS
Uma aliança não é um relacionamento comum. É um compromisso de responsabilidade e ação assumido entre duas pessoas ou entre Deus e Seu povo. Na Escritura, as alianças proporcionam um quadro exato do relacionamento da espécie humana com Deus e uma boa maneira de entender esse relacionamento é entender as alianças entre pessoas.

ALIANÇAS HUMANAS
A aliança é um pacto de confiança, responsabilidades e benefícios que une duas pessoas. Isto se aplica tanto a amizades pessoais como a acordos internacionais de comércio. Há três formas diferentes de alianças interpessoais: entre amigos, consigo mesmo e políticas. ALIANÇAS ENTRE AMIGOS
A aliança entre Davi e Jônatas (I Samuel 18:3) não só selou para sempre aquela amizade, mas deixou claro que poderiam ser leais um com o outro independente das circunstâncias. O Rei Saul, pai de Jônatas, tinha ciúme de Davi e queria matá-lo. Por causa da aliança que fizeram, Jônatas salvou a vida de Davi aconselhando-o a correr e se esconder.

ALIANÇAS CONSIGO MESMO
É comum as pessoas tomarem resoluções no Ano Novo fazendo uma aliança consigo mesmas. Quando pecam, elas prometem que não farão aquilo de novo. Jó prometeu a si próprio agir de maneira mais divina (Jó 31:1). ALIANÇAS POLíTICAS
As alianças também podem ser feitas entre um governante e seu povo ou entre duas nações. Quando Davi se tornou rei de Israel, prometeu governar de maneira justa e de acordo com a lei de Deus. O povo prometeu submeter-se à autoridade de Davi. As alianças entre as nações no Velho Testamento eram semelhantes aos modernos tratados e acordos. O Rei Salomão fez um acordo comercial com Hiram, rei de Tiro (I Reis 5:12). 

ALIANÇAS COM DEUS
À semelhança das alianças entre os homens, a aliança feita com Deus, além de ser mais séria e significativa, contém promessa e obrigações a serem cumpridas. As bênçãos de Deus são grandes e as consequências por não manter a aliança são mais duras. 

AS ALIANÇAS NO VELHO TESTAMENTO
O Velho Testamento conta sobre o envolvimento de Deus na trajetória dos israelitas, com os quais fez alianças em diversos momentos cruciais da história, dirigindo-os e abençoando-os. Essas alianças mudavam quando o relacionamento do povo com Deus se modificava. Deus fez alianças com diversas pessoas, mas a idéia central implícita era que Ele queria estabelecer um relacionamento profundo com seu povo para que O glorificasse através de suas vidas. A primeira aliança que Deus fez foi com Adão e Eva no Jardim do Éden (Gênesis 3:3). A desobediência deles gerou enormes consequências. O povo foi separado de Deus pelo pecado e não era capaz de restabelecer o relacionamento por si próprio. Desse episódio em diante cada aliança feita resultava da graça de Deus pelo homem pecador. As desobediências continuaram e Deus quis dar uma nova chance. Noé construiu uma arca e ocupou-a junto com sua família, escapando do dilúvio (Gênesis 9:11). O sinal dessa aliança foi o arco-íris. Gênesis 15 conta sobre a visita de Deus a Abrão, a quem prometeu fazer pai de uma grande nação (Gênesis 17:5) e conduzi-lo a terras maravilhosas (Gênesis 12:2). Apesar de algumas situações improváveis a olhos humanos, Abrão confiou em Deus, teve o seu nome mudado para Abraão, foi obediente a Deus a ponto de levar seu filho para ser sacrificado, atendendo a ordem de Deus. Foi recompensado pelo cumprimento da aliança com Deus que lhe deu milhares de descendentes. No Monte Sinai foi feita a aliança mais importante de Deus com o povo de Israel, através de Moisés. Ali o povo recebeu os Dez Mandamentos, diretrizes de vida que durariam por um longo tempo. Recebeu também uma lista mais extensa de leis registrada em Êxodo 21: 1-23, que lhes lembrava que estando num relacionamento com Deus deveriam ser íntegros e totalmente obedientes e fiéis. "Vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa"(Êxodo 19:6). Quando Davi se tornou rei de Israel, Deus fez nova aliança com o povo e prometeu que os descendentes de Davi seriam também reis (II Samuel 23:5), o que aconteceu até que Israel foi conquistada pela Babilônia. Mesmo assim a promessa se cumpriu, pois foi desse povo formado por exilados e escravos, que nasceu Jesus, Rei para toda a eternidade.

A NOVA ALIANÇA
A "nova aliança" se refere à obra redentora de Jesus Cristo através da sua morte e ressurreição, estendendo a graça de Deus incondicionalmente a todas as pessoas. Apesar da constante desobediência do povo, através dos profetas, Deus demonstrou sempre o desejo de restaurar o relacionamento proporcionando completo perdão para todos os pecados. O profeta Jeremias, que foi testemunha de um dos piores períodos da história de Israel, foi um dos que falou ao povo sobre essa nova aliança prometida por Deus. "Eis aí vêm dias, diz o Senhor, e firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá" (Jeremias 31:31). 

A REALIZAÇÃO DA NOVA ALIANÇA
Jesus nasceu para tornar real essa nova aliança. Sua morte e ressurreição trouxeram mudanças radicais à aliança feita no Velho Testamento. Ela foi escrita não em tábuas, mas no coração das pessoas. A antiga aliança requeria o sacrifício de animais; na nova aliança, a morte de Jesus proporcionou o perfeito sacrifício para todos os pecados em todos os tempos.

ACABE E JEZABEL



Rei e Rainha do Reino do Norte de Israel de 874-835AC.
Por causa de seu caráter imoral e adoração a Baal, seu reinado é relembrado como um dos de nível espiritual mais baixo do Reino do Norte. I Reis 16:30 diz que, aos olhos de Deus, Acabe agiu de modo pecaminoso e mau, mais do que todos os reis que lhe antecederam. 

CONTEXTO DE ACABE
Acabe foi o oitavo rei do Reino do Norte. Seu pai, Onri, fundou uma dinastia ou reino familiar que durou quarenta anos. Sua família governou durante os reinados de Acabe e seus dois filhos, Acazias e Jorão.
De acordo com I Reis, Onri era um general do exército do Rei Elá, filho de Baasa. Quando Elá foi assassinado, Onri foi entronizado pelo seu próprio exército no campo de batalha (I Reis 16:8-16). Ele ganhou a guerra civil e ocupou Tirza, a capital (16:17-23). Logo mudou a capital para Samaria e construiu fortificações na região (16:24). À semelhança de Davi e Salomão, Onri também fez aliança com os fenícios, fato condenado pelas gerações seguintes. Acabe sucedeu a seu pai (16:28). Ele conseguiu essa aliança por ter-se casado com a filha do rei fenício, Jezabel (16:29-31). 

A INFLUÊNCIA DE JEZABEL
Jezabel, filha de Etbaal, rei de Sidon, na Fenícia (I Reis 16:10-33) era uma mulher pagã imoral e fanática. O casamento foi provavelmente a continuação das relações amigáveis entre Israel e Fenícia começadas por Onri; confirmava uma aliança política entre as duas nações. Jezabel exercia uma forte influência sobre a vida de Israel, enquanto insistia na obrigatoriedade de adoração a Baal e exigia os direitos absolutos da monarquia. Tão forte era sua influência pagã, que as Escrituras atribuem a apostasia de Acabe diretamente a Jezabel. Sob sua influência, Acabe deixou de adorar a Deus em favor de Baal. A nova religião de Acabe era um culto à fertilidade que promovia uniões sexuais entre os sacerdotes e as "virgens" do templo. Esta prática era contrária às leis de Deus assim como o era o casamento de Acabe com uma pagã. (Deuteronômio 7:1-5)
Os esforços de Jezabel para impor a adoração a Baal em Israel começaram com a permissão de Acabe para que Baal seguisse o cortejo matrimonial (I Reis 16:31). Acabe seguiu os costumes de Jezabel e construiu uma casa de adoração e um altar para Baal em Samaria e fez também um poste-ídolo. Foi então promovida uma campanha para exterminar os profetas de Deus (18:4), enquanto Jezabel organizava e sustentava grandes grupos de profetas de Baal, hospedando e alimentando grande quantidade deles no palácio real (18:19). A influência corrupta de Jezabel se espalhou para o reino do Sul de Judá através de sua filha Atalia, que se casou com Jeorão, rei de Judá. Esse casamento foi também um desastre (II Reis 8:17-18, 26-27, 11: 1-20) e a idolatria da Fenícia contaminou ambos os reinos dos hebreus através dessa princesa ímpia.

SUA INTERAÇÃO COM ELIAS
Acabe construiu muitas cidades (I Reis 22:39) e lutou em inúmeras guerras. Mas em grande parte, seu governo se foca no grande profeta Elias (17:1, 18:1, 19:1). No início do reinado de Acabe, Deus enviou Elias para profetizar dias de seca e fome como punição pelo pecado do rei (I Reis 17:1. 18:16-18). A seca durou três anos e meio. Foi um período tão marcante na história de Israel, lembrado até na época do Novo Testamento (Lucas 4:25, Tiago 5:17). Pessoas e animais sofreram grandemente (I Reis 18:5). Ao final dos três anos e meio Elias desafiou Acabe a reunir todos os profetas pagãos para uma confrontação final entre Deus e Baal. Eles seriam testados através de um sacrifício. Elias gozava dos 450 profetas de Baal por não serem capazes de atraírem a atenção de seus falsos deuses para acenderem o fogo de seus altares. Então ele orou a Deus e o fogo caiu do céu sobre o altar de Deus. O povo proclamou sua crença em Deus e ajudou Elias a executar os profetas pagãos (I Reis 18:16-40). A seca terminou imediatamente (18:41-46).

VEREDA



1) Caminho estreito (Nm 22.24).
2) Modo de viver e agir (Pv 4.18).
3) A condição para Deus vir ao seu povo, isto é, o arrependimento (Mt 3.3).