terça-feira, 28 de junho de 2016

História de Jabez e a oração do crente fiel a Deus

  
FOTO REPRODUÇÃO DA INTERNETE


  Na Bíblia, o nome das pessoas está muito ligado à sua personalidade, revelando a verdadeira pessoa. Nesta reflexão, eu desejo falar de um homem chamado Jabez. Seu nome significa “dor” e “tristeza” (1Cr 4.9,10). Em nossa igreja, temos uma família cujo nome do pai é “Porta” e a sua filha chama-se “Janela”. Imaginem esses irmãos terem que carregar esse estigma por toda vida? Com certeza, na família de Jabez a situação era ainda pior, pois seu nome era “dor”. Com certeza, todos viam um mau presságio no futuro do menino.

   Apesar das sombrias perspectivas, Jabez cresce e descobre uma saída. Ele aprendeu a confiar no Deus dos seus pais, o Deus que ainda faz milagres acontecer e que pode modificar todas as coisas. Jabez, então, orou: “Ah, Senhor abençoe-me muitíssimo, e aumenta as minhas terras! Que a tua mão esteja comigo, guardando- -me dos males e livrando-me das dores”. A síntese da sua oração no hebraico era: “Abençoe-me muito mesmo”.

   Você já se encontrou diante de um grande portão fechado precisando que ele fosse aberto, e aí você levanta a sua voz em oração a Deus, e vê, antes de terminar a oração, o portão se abrir milagrosamente? Isso é bênção de Deus, é Deus mudando o rumo da nossa vida. À luz da Bíblia, bênção é um favor sobrenatural de Deus. Suplicamos quando não podemos alcançar com os nossos esforços. Quando oramos, estamos pedindo pela maravilhosa e ilimitada bondade, que apenas Deus tem o poder de conhecer plenamente e nos conceder (Pv 10.22).

   Em sua oração, Jabez deixou inteiramente nas mãos de Deus a natureza da bênção, onde, quando e como ela seria lhe dada. Essa confiança nada tem a ver com a Teologia da Prosperidade. Jabez pede a Deus que lhe dê nada mais e nada menos do que Ele tem reservado para nós: Sua bênção.
Quando buscamos as bênçãos de Deus como valor máximo para nossas vidas, estamos nos jogando de corpo inteiro no rio da vontade de Deus, de Seu poder e do Seu propósito para nós. Então, se caminhamos na mesma direção, orando para que aconteça o que Deus deseja fazer, logo o poder de operar de Deus começa realizar a perfeita vontade dEle em nós.

   A bondade de Deus não tem limites. É o desejo do coração bondoso do Pai dar as bênçãos que os Seus filhos precisam. Abençoar faz parte da natureza de Deus. Há pessoas que se conformam com uma vida de sofrimentos, cheia de problemas, por entenderem ser essa definitivamente a modalidade de vida que Deus reservou para elas, uma vida sempre em dificuldades.
Esse tipo de pensamento é mentiroso. Todos nós sofremos nesta vida, o crente sofre nesta vida, mas sua vida não é só sofrimento e ele não deve se render à aflição, ele não deve se entregar à dificuldade, mas encará-la e superá-la pela graça de Deus. Aprendamos com Jabez.

Pastor José Wellington Bezerra da Costa é presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) e membro da diretoria do Comitê Mundial das Assembleias de Deus.


Fonte: Extraído do jornal mensageiro da Paz.

Mesmo em um vale de ossos secos, Deus tem um cenário novo para nossa vida

A Bíblia nos diz que, certa vez, o profeta Ezequiel foi levado em visão a um vale de ossos secos criados por Deus, conforme registro do livro que leva seu nome, no capítulo 37, versículos 1 ao 9. Os ossos estavam espalhados, e Deus fez o profeta andar no meio deles. Ezequiel viu que estavam sequíssimos. Esta era a visão diante dele, porém Deus queria mostrar-lhe um novo cenário, e então pergunta: “Poderão viver estes ossos?”. Sua resposta foi: “Senhor Jeová, tu o sabes”. Deus queria levar Ezequiel do que ele conhecia ao que não conhecia.

 Há momentos que não temos respostas a determinadas perguntas. Às vezes, nos calamos, às vezes não respondemos para não assumirmos compromissos, ou respondemos com outra pergunta. Os profetas não sabiam responder a tudo sobre o governo de Deus. Passaram-se 400 anos em profundo silêncio e Deus levanta João Batista, que também não tinha todas as respostas, mas dizia que o Cordeiro de Deus estava chegando e Ele teria a resposta. No batismo de Jesus, não sei se todos viram o que João viu. O precursor de Jesus viu a pombinha, ouviu a voz que dizia: “Este é meu Filho amado em quem me comprazo”. O nosso grau espiritual determina nossa visão. Que visão nós temos, positiva ou negativa?

 A multidão viu apenas um carpinteiro ser batizado, João via o Cordeiro de Deus. Há pessoas que só possuem visão pessimista, e sempre estão dizendo: “Não tenho”; “Não sei”, “Não posso”. Os que têm visão otimista, prosperam, alcançam vitória. O Senhor disse a Ezequiel: “Profetize aos ossos secos”. Ele profetizou e houve então um grande reboliço. Quando a Palavra de Deus está em nossos lábios, Deus mesmo se encarrega de fazer o reboliço. Os ossos secos se juntam e começam a acontecer coisas impossíveis. Deus não queria somente caveiras, e fez nervos e carne se juntarem aos ossos, pois Ele queria um exército. Deus desejava mudar todo aquele cenário de cemitério para quartel.
Deus deseja crentes que tenham coragem de profetizar a segunda vez: “Vem dos quatro ventos, ó espírito, e assopra esses mortos para que vivam”. O milagre aconteceu, um grande exército se levantou. O Senhor deseja mudar a visão de muitos crentes, até de obreiros pessimistas. Você, que só vê problemas: Deus quer lhe mostrar solução!

Você, que só vê derrota: Deus quer lhe mostrar vitória! Ele quer mudar o cenário da sua vida, da sua família, da igreja onde você está e do seu ministério.

Pastor José Wellington Bezerra da Costa é presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) e membro da diretoria do Comitê Mundial das Assembleias de Deus.

Fonte: Extraído do jorna mensageiro da Paz. 

Lição 2 – 3ºTrimestre 2016 / Deus, o Primeiro Evangelista

O Antigo Testamento é o primeiro documento da Bíblia Sagrada que conta a história de salvação do Deus Trino. Ali, o Altíssimo se deu a conhecer ao ser humano. Primeiro a Adão, depois a Abel, mais tarde a Sete. É bem verdade que em Adão, antes da Queda, a relação de Deus com o nosso primeiro pai era intensa, diária, como a de um pai com o filho que se veem, conversam e se relacionam em amor e carinho.
Após a Queda, portanto, essa relação foi dificultada. A Palavra de Deus diz que “as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça” (Is 59.2). O pecado transtornou uma relação amorosa e desembocou numa tragédia. A seção dos capítulos 1 a 11 de Gênesis dá conta dessa tragédia humana, isto é, a rebelião dos seres humanos contra Deus: multiplicação da violência humana; intensificação da promiscuidade; o gênero humano se corrompendo em todos os aspectos da vida. Enfim, mais tarde Deus trouxe o seu juízo com o Dilúvio (Gn 6).
Deus seu deu a conhecer
Os 11 primeiros capítulos de Gênesis relatam a tentativa da parte de Deus em se revelar ao homem e trazê-lo à consciência das coisas, à verdade dos fatos. Após a Queda, o ápice dessa autorevelação divina se deu com Abraão, onde foi estabelecida a Aliança de Deus, que efetivou essa autorrevelação divina para o homem (Gn 12-50). É a partir de Abraão que começa de fato a história da salvação de Deus por intermédio do seu povo, Israel. Por isso, faz todo o sentido dizer que Deus foi o primeiro evangelista, pois a primeira iniciativa de se revelar ao homem foi exclusivamente dEle. Ele quem se deu a conhecer. Após o Dilúvio e a geração de Noé, Abraão foi a primeira pessoa que entendeu e aceitou o propósito de Deus para efetivar a sua Aliança em toda a Terra.
Uma história evangélica
Logo, a história do Pentateuco (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio), dos Escritos (Josué a Cantares) e dos Profetas (Isaías a Malaquias), que formam o cânon do Antigo Testamento, é a extensão dessa Aliança de Deus com Abraão — essa é uma das razões pelas quais o Antigo Testamento é indissociável do Novo. Nesse sentido, além de Abraão e Moisés, a história de Israel, sua poesia e seus escritos proféticos são comprometidamente evangélicos. O povo de Israel foi forjado por Deus para dar testemunho da grandeza e da beleza do seu Reino a fim de convencer as nações daquele tempo de que havia um único Deus, o criador dos céus e da terra: o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó.

Fonte : Extraído da lição bíblica mestre digital.