quarta-feira, 29 de junho de 2016

Deus pode dar mais, mas aprenda a se contentar com o que tem

O apóstolo Paulo sofreu fome, perseguição, prisões, açoites, rejeições, expulsões. E é da sua prisão em Roma que ele escreve a carta aos Filipenses, onde declara: “Já aprendi a contentar-me com o que tenho” (Fp 4.11,12). Essa lição muitos ainda precisam aprender.

 Nós vivemos em um mundo de descontentes. As pessoas nunca se satisfazem com o que têm e com o que são. As brancas ficam horas no sol para se tornar morenas, gastam muito dinheiro com bronzeadores e já existem até meios artificiais para mudar a cor das pessoas. Já as morenas querem ficar brancas, enquanto as baixas querem ficar altas, usando sapatos com o salto de 15cm, como no caso do Japão. E há pessoas altas que querem ser baixas. Enquanto isso, magros querem ganhar peso e pessoas não necessariamente obesas vivem uma febre de regimes, passando fome para se tornarem muito magros.

 A febre da insatisfação chega até entre nós: temos obreiros insatisfeitos com o que são, com o cargo ou função. Quem tem um carro velho quer trocar por um mais novo, o empregado quer ser patrão, o patrão rico quer mais dinheiro para se tornar mais rico etc. Todos querem mais. 

Uma mulher viu a sua vizinha reformar a sua casa, exigiu do seu marido reformar também a dela e, quando terminada a reforma, disse que não ficava bem casa nova com moveis velhos. Logo, “vamos trocá-los!”. Ato seguinte, ela disse: “Casa nova, móveis novos, mas com carro velho. Vamos trocá-lo também”. E o pobre do marido fazendo o maior sacrifício para atender ao gosto da esposa. Quando chegou o carro novo, ela disse para si mesma: “Agora, tenho casa nova, móveis novos, carro novo, mas um marido velho. Eu tenho que trocá-lo também!”. 

Vivemos no mundo dos insatisfeitos. 

Pensemos no Senhor Jesus. Ele é Deus encarnado, Senhor do Universo. Porém, nasceu em um local humilde em Belém. Imaginemos como devia ser a cidade de Belém nos dias do grande alistamento determinado por César Augusto. Era uma cidade povoada por moradores pobres, pescadores, carpinteiros, lavradores, operários etc. Naquela noite em que Jesus nasceu, nada havia de especial. A cidade estava escura, o local da manjedoura era humilde, pouca iluminação, José estava preocupado com o estado de Maria, ele era um bom esposo, desejava fazer uma festa para comemorar a chegada do filho da Maria, mas tudo não passou de projetos. Mas, Deus fez a sua comemoração: estrelas, anjos, coral, música, glorificação! Jesus nasceu! Fora isso, tudo era muito simples e humilde. E Deus o quis assim.

 Você é dominado pela tristeza e insatisfação? Sua satisfação está depositada nas coisas que deseja possuir? Porque ainda não as possui, você se tornou uma pessoa insatisfeita?

 Davi experimentou momentos difíceis em sua vida, porém ele creu em Deus e aprendeu a esperar nEle: “O Senhor é o meu pastor, nada me faltará”. O que eu tenho em Deus é maior do que aquilo que eu não tenho na vida. Não tenho tudo o que amo, mas amo tudo o que tenho. 

Vamos pensar juntos no que temos: Jesus, Salvação, saúde, família, lar, casa, trabalho, irmãos, amigos, dinheiro, apetite, pão, carro etc. Podemos glorificar a Deus e agradecê-lO. E aprendamos com Paulo: Deus pode fazer mais, mas “já aprendi a contentar-me com o que tenho”.


Pastor José Wellington Bezerra da Costa é presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) e membro da diretoria do Comitê Mundial das Assembleias de Deus.


Fonte do arquivo: Extraído do Jornal mensageiro da Paz.

Sansão e a importância de uma formação aprimorada no lar

A vida de Sansão foi envolvida por mistérios e milagres de Deus. Desde o seu nascimento, Deus operou milagrosamente oferecendo um pacto com Sansão, que deveria ser um gigante nas mãos de Deus. Ele foi nazireu e juiz em Israel; mesmo assim, a falta de estrutura espiritual causou um grande dano. 

Um jovem é um depósito onde se pode armazenar muitas coisas boas ou más, assim como um telefone celular que possui um chip com um sistema de aceitação de informações que desejamos. 

Pelo que lemos no livro de Juízes, além do nazireado, os pais de Sansão nada acrescentaram à fé deste jovem. Sansão nada fez para Deus. Tudo que fez foi para si mesmo. Sansão só orou duas vezes: a primeira, quando teve sede - para não morrer, pediu a Deus uma solução; e a segunda, quando pediu a Deus para se vingar dos seus inimigos.

 Os jovens têm momentos certos para colocar em suas mentes e corações boas informações. Quando os pais se descuidam, não ensinam coisas boas, os jovens recebem más informações dos seus companheirinhos. 

Preste atenção quanto ao tempo que eles ficam na escola, na rua. Geralmente, é bem maior do que aquele em que ficam ao lado dos pais. O pouco que lhes informamos não é suficiente para sedimentar um bom alicerce espiritual e material. Lembrando que as táticas do Inimigo são as mesmas e até mais sofisticadas. O inimigo e o mundo persuadem. As mensagens mundanas são muitas, somos bombardeados a todo instante através da mídia, o dia inteiro, Satanás insiste, tentando convencer: promete, engana, despertando desejos carnais, sensuais, até por pregadores de um evangelho da prosperidade. O Inimigo procura nos enganar com promessas mentirosas, oferece as suas “Dalilas”. Não tendo alicerce espiritual, estrutura bíblica, o crente cai. Sansão deixou-se aproximar de Dalila, que dele se assenhorou. Para afligir, o Inimigo, em primeiro lugar, tira a fonte da força, depois amarra e, em seguida, fura os olhos, tirando totalmente a visão. Depois de cego, faz a sua presa de palhaço. Imaginemos como se sentia esse gigante de Deus, agora dominado, cego, escravizado servindo de palhaço nas mãos do inimigo. 

Não esqueçamos de que tudo começou por falta de uma formação melhor no lar. Sansão não aprendeu a servir a Deus, também não soube fazer a escolha certa de sua esposa, não se aperfeiçoou na sua missão de Juiz e foi uma presa fácil para o inimigo.


Pastor José Wellington Bezerra da Costa é presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) e membro da diretoria do Comitê Mundial das Assembleias de Deus.


Fonte do arquivo: Extraído do Jornal mensageiro da Paz.

A humanidade e a divindade de Jesus, e Seu poder salvador por nós

O capítulo 2 do Evangelho de Lucas narra a história de um jovem casal que saiu de sua cidade, chamada Nazaré, e andou aproximadamente 120 quilômetros chegando até a cidade de Belém. Havia em todas as comarcas um movimento extraordinário, pois o governo decretara o alistamento de todo o povo, cada um em sua cidade. O casal não encontrou vaga em nenhum hotel da cidade, pois todas as hospedagens estavam superlotadas. Mesmo assim, conseguiu permissão para passar a noite num abrigo para animais.

No meio da noite, a jovem senhora que estava grávida entrou em trabalho de parto. O nascimento da criança transcorreu sem problemas e, seguindo as instruções do anjo, chamaram o menino de Jesus. Maria, a mãe, enrolou o menino em panos e o deitou numa manjedoura.

Assim foi a entrada de Jesus no mundo que vivemos. A revelação da Sua vida O tornou a pessoa mais importante da terra. Ele na verdade era filho de Maria, mas também Filho de Deus; Ele era humano e divino. Se Ele fosse apenas divino, não poderia ser visto e nem tocado por mãos humanas; e se fosse somente humano, Ele não poderia perdoar pecados, morrer em nosso lugar e fazer alguns dos muitos milagres que realizou. Assim, Ele era divino e humano.

 Ele nasceu de uma mulher, portanto era humano, mas porque Ele era também divino, uma multidão de anjos desceu do Céu para louvar o Seu nome. Como homem, Jesus tinha Sua idade conhecida, mas, como Filho de Deus, Ele é antes do princípio de todas as coisas.

Isaías viu o Seu nascimento, porém Ele era antes de Isaías. Jesus, o filho de Maria, viveu 1000 anos depois do rei Davi, mas, como Filho de Deus, Ele é antes de Davi, Moisés, Abraão etc. Ele participou da criação do mundo. E na feitura do primeiro homem, ali Ele estava.

 Jesus viveu na Terra por 33 anos e realizou o maior trabalho conhecido em todas as gerações, beneficiando a todas as criaturas; enfrentou a morte na cruz do calvário, mas, ao terceiro dia, ressuscitou e hoje está assentado à direita do Seu Pai, intercedendo por nós.
Neste dia, permita que Jesus nasça em seu coração também, assim como nasceu no nosso.


Pastor José Wellington Bezerra da Costa é presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) e membro da diretoria do Comitê Mundial das Assembleias de Deus.


Fonte do arquivo: Extraído do Jornal mensageiro da Paz.