sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Sábado - Sl 125.1 – LBJ – A confiança em Deus.

Os que confiam no SENHOR serão como o monte Sião, que não se abala, mas permanece para sempre.

Extraído do livro BEACON.

O último salmo da segunda trilogia (cf. Int. dos salmos 120 e 123) traz o salmista novamente às alturas da segurança e confiança no monte Sião e em Jerusalém como tipificando o refúgio da sua alma. O perigo não desapareceu (cf. w. 3,5), mas a serenidade voltou ao coração confiante. Não sem motivo, alguns comentaristas veem nesse e no salmo precedente as circunstâncias dos dias de Neemias (cf. Ne 6).66 De modo merecido, esse salmo é um dos favoritos de muitos cristãos.
1. Os Montes em Volta de Jerusalém (125.1-3)

A confiança no Senhor (1) torna a alma tão inabalável como o monte Sião, o símbolo de estabilidade e força para o povo do AT. Os montes à roda de Jerusalém (2): Jerusalém não está rodeada por cumes de montanhas, mas situada no meio de uma região montanhosa. A NVI traduz o versículo 2 da seguinte forma: “Como os montes cercam Jerusalém, assim o Senhor protege o seu povo, desde agora e para sempre”. Visto que isso é verdade, o cetro da impiedade não permanecerá sobre a sorte dos justos (3), isto é, os ímpios não terão permissão para reinar sobre aquilo que pertence aos justos. A preocupação do salmista é o perigo de os justos estenderem suas mãos à iniquidade. “Uma opressão prolongada pode induzir os israelitas ao desespero a ponto de negarem sua lealdade a Javé e sua obrigação com o seu país, e se aliarem aos inimigos da sua religião e nação”

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Sexta - Jó 19.25,26 – LBJ – A confiança em Deus em meio à dor.

Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra.

Extraído do livro BEACON.
Pensar em uma testemunha duradoura faz com que Jó alcance a maior compreensão até então na busca por significado da sua situação. Ele repentinamente percebe no fundo do seu ser que tem um Redentor vivo (25). A palavra é goel, que normalmente se refere ao parente mais próximo. Essa pessoa se incumbe de vingar o sangue no caso de um assassinato; ele “redime” o estado do homem morto, ou ele se responsabiliza para que a posteridade do irmão morto continue por meio do levirato. (O levirato era uma instituição matrimonial dos hebreus que impunha à viúva casar-se com o irmão do falecido marido.) Assim, ele é o defensor, o vingador, aquele que salva da opressão, o libertador. Deus é esse Redentor para Israel de uma maneira que ninguém mais poderia ser (Ex 6.6; 15.13; SI 74.2; et al.). Jó finalmente enxerga, Deus se levantando para defender sua honra e “acertar as contas”.

Ele também afirma: Ainda em minha carne verei a Deus (26). Essa expressão tem recebido uma série de interpretações que vão desde a rejeição da ressurreição até exatamente o oposto, ou seja, o de que esse texto confirma a ressurreição.
Aqueles que apoiam a visão negativa ressaltam que Jó declarou inegavelmente que não existe esperança de vida após a morte (14.7-14), e que ele é um homem que perdeu toda a esperança. Também se argumenta que tal esperança nesse ponto crítico do argumento frustra qualquer necessidade de uma discussão adicional, visto que não leva em conta o desânimo e a falta de esperança que Jó ainda vai expressar. Também se argumenta que o texto desses versículos está bastante corrompido.
Por outro lado, tem-se observado que Jó flutua em suas emoções de desespero até chegar a algum vestígio de esperança. E embora ele tenha com frequência expressado desespero e confusão, ele recusa-se resolutamente a abandonar sua integridade em seu relacionamento com Deus. Apesar da profundidade do seu desespero, Jó retorna. Esses momentos parecem se intensificar e finalmente chegam ao clímax no clamor de fé em que Jó declara que ele verá a Deus como seu Redentor (goel) com seus próprios olhos.

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Quinta - Jó 3.3 – LBJ – O desprezo pela vida em meio ao sofrimento.

Pereça o dia em que nasci, e a noite em que se disse: Foi concebido um homem!

Extraído do livro BEACON.

 Jó Lamenta o Dia do seu Nascimento
1. Ele Amaldiçoa o Dia em que Nasceu (3.1-10)
Depois de prantear por sete dias com seus amigos, Jó quebra o silêncio. Ele amaldiçoou o seu dia (1), isto é, o dia do seu nascimento. As palavras que Jó pronuncia não parecem dirigidas nem aos seus amigos nem a Deus. Antes, elas são um monólogo de desespero. Tanto dia como noite (3) —o dia do seu nascimento e a noite da sua concepção— são personificados, e ele deseja que nunca tivessem existido. Então segue uma série de maldições contra o dia e a noite em questão.


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