quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Sábado - Rm 5.20,21 - Onde havia o pecado a graça de Deus o suplantou.


Extraído do livro  comentário do novo testamento aplicação pessoal.
5.20 Esta afirmativa não era, certamente, o que os leitores judeus de Paulo esperavam ouvir. A lei foi dada para que todos pudessem ver quão pecadores eram. Paulo está concluindo o argumento que ele vem construindo ao longo dos cinco primeiros capítulos desta carta. O propósito da lei para o seu próprio povo, os judeus, era torná-lo ciente de sua própria necessidade de salvação.
O pecado estava presente desde Adão, mas a entrega da lei foi como acender um grande holofote sobre ele - o pecado das pessoas se tornou muito mais evidente. A solução para o pecado não era a lei, mas a graça.
Não importa o quanto as pessoas pequem, a maravilhosa graça de Deus é maior do que o pecado. Quando a nossa percepção do pecado aumenta, precisamos pedir a Deus que nos ajude a enxergar que esta graça é sempre maior - em sua capacidade de perdoar – do que a nossa capacidade de pecar.

Sexta - Gl 2.16 - Nenhuma obra meritória garante a salvação.

Extraído do livro BEACON

O homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo (16). Esta é a tese que Paulo discutirá nos capítulos 3 e 4.22 Aqui, ele quer somente observar que esta verdade fora aceita por ambos. Esta é a primeira menção em Gálatas da importante palavra lei (nomos), sendo usada aqui com seu significado limitado de obras humanas. Este significado forma a base para a repreensão de Paulo. Pedro submetera-se aos requerimentos da lei, embora tivesse sabido e experimentado o fato de que a justificação só ocorria pela fé em Jesus Cristo. A frase final do versículo é obviamente referência às Escrituras para apoio do argumento.
Porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada é alusão ao Salmo 143.2. Acompanhando a Septuaginta, Paulo esclarece o versículo citado e faz “uma reinterpretação em forma mais clara da doutrina já ensinada pelos profetas judeus”.

Quinta - At 15.10,11 - Somente pela graça somos salvos.

Comentário extraído  do livro BEACOM
At 15.10,11
Ao término de seu discurso, Pedro faz este apelo: Por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo (10)? “O jugo da Lei” (Torá) era uma expressão conhecida dos rabinos.90 Lake e Cadbury dizem que a palavra jugo “era geralmente usada pelos escritores judeus no sentido de ‘obrigação’”.91
Pedro declarou, fazendo um contraste com o “suave” jugo de Jesus (Mt 11.29-30), que o jugo da lei era um jugo que nem nossos pais nem nós podemos suportar. Schuerer documenta esta afirmação quando escreve: “A vida era um tormento contínuo para o homem zeloso que sentia estar a todo o momento correndo o risco de transgredir a lei; e por depender tanto da forma exterior, ele ficava muitas vezes na incerteza se tinha realmente preenchido todos os requisitos”.92
Pedro terminou seu discurso declarando que existe apenas um caminho para a salvação, tanto para os judeus como para os gentios (cf. 4.12). Ele disse: Mas — em contraste com o insuportável jugo da lei —, cremos que seremos salvos pela graça do Senhor Jesus Cristo, como eles também (11). Isto é, os judeus não poderão ser salvos pela obediência à lei de Moisés, mas somente através da graça de Cristo. Nisto, Pedro estava perfeitamente de acordo com Paulo.


Comentário  Atos dos apóstolos - Pearlman. Myer
O testemunho de Pedro. Vv. 6-11. Seu argumento pode ser resumido da seguinte maneira: Na Antiga Aliança, circuncisão e observância à Lei mosaica eram exigidas do povo de Deus. O Senhor, porém, salvou os gentios e os batizou no Espírito Santo sem exigir tais coisas. Iniciou, assim, um novo tempo. Agora a única condição para a salvação, tanto de judeus como de gentios, era a fé em Cristo (At 10.44-48).