domingo, 1 de março de 2015

Discutindo com Deus



Discutindo com Deus
Por teólogo José Antônio Neto
 

"Quantas culpas e pecados tenho eu? Notifica-me a minha transgressão e o meu pecado. Por que escondes o teu rosto, e me tens por teu inimigo? Porventura acossarás uma folha arrebatada pelo vento? E perseguirás o restolho seco? Por que escreves contra mim coisas amargas e me fazes herdar as culpas da minha mocidade? Também pões os meus pés no tronco, e observas todos os meus caminhos, e marcas os sinais dos meus pés. E ele me consome como a podridão, e como a roupa, à qual rói a traça."Jó 13:23-28
Este livro é um verdadeiro turbilhão de sentimentos. Jó continua sem entender a razão dos seus problemas. Pensando que poderia ser o seu pecado, ele exige saber quantos pecados tem e quais são eles. No seu pensamento estará porventura o conselho de Sofrer. Porventura se ele descobrisse o seu pecado, poderia arrepender-se dele e tudo voltaria ao normal.
O problema não está, no entanto, no seu pecado. O problema está na sua exigência em saber a razão do que lhe estava a acontecer. Ainda bem que não conhecemos exatamente o número dos nossos pecados. Se Deus nos revelasse todas as nossas faltas, seríamos, com certeza, esmagados pelo peso de tal revelação. Deus diz-nos que se confessarmos as faltas que conhecemos Ele nos purificará de toda a injustiça. Isso para nós deveria bastar. Não precisamos conhecer todas as coisas e as razões de tudo o que nos acontece. Essa vontade vem do orgulho da nossa carne e da sua necessidade de controle.
O crente no Senhor Jesus Cristo é aquele que declara a sua intenção em deixar de tentar controlar todas as coisas e confiar que Deus é muito melhor comandante das nossas vidas. Esta é a lição que Jó ainda tinha para descobrir. Se estamos neste momento a passar por uma dificuldade, a pergunta a fazer não é “O que fiz eu de errado, para merecer isto?”. Devemos perguntar “O que tenho eu a aprender com isto?” ou “Como posso eu usar isto, agora ou no futuro, para a glória de Deus?


Fonte:www.portalbrasil.net/2015/colunas/religiao/fevereiro_01.htm


Propósito na vida



Por teólogo José Antônio Neto 


"Da soberba só resulta a contenda, mas com os que se aconselham se acha a sabedoria." (Provérbios. 13:10).
Li sobre um personagem que tem uma estrela no corredor da fama em Hollywood. O reconhecimento foi-lhe outorgado por ser um dos melhores comunicadores latinos de Rádio e Televisão.
Assentados em torno de uma mesa do restaurante de luxo, certo dia, ele emocionado relatou a um pastor seu encontro com Jesus. "Foi o momento mais dramático de minha vida”; disse ele. "Tinha fama, dinheiro, aplausos e tudo que o ser humano crê que precisa para ser feliz. Mas me sentia vazio e angustiado. Foi nessas circunstâncias que a Bíblia chegou às minhas mãos e comecei a estudá-la com devoção.”
Aquele senhor falou de sua luta interior para render-se a Deus. A soberba era grande. Afinal de contas, poucas pessoas alcançariam na vida o reconhecimento público que ele tinha. Como pedir conselho a alguém e dizer: "Ajude-me, por favor?"
O texto de hoje afirma que "da soberba só resulta a contenda.” Não é apenas contenda com outras pessoas. Esse é o resultado final da contenda interior. O soberbo não aceita a si mesmo. Seu orgulho o convence de que é superior aos outros e isso gera angústia, porque os outros não pensam de igual maneira.
Depois do encontro com a Palavra de Deus, aquele homem estava irreconhecível. Quem o conhecia antes, agora o via transformado numa pessoa simples e desejosa de aprender de Jesus.
Aquela estrela no passeio da fama será destruída quando Jesus retornar. Mas aquela vida transformada ficará pela eternidade, porque: "Da soberba só resulta a contenda, mas com os que se aconselham se acha a sabedoria”.

Fonte:http://www.portalbrasil.net/2015/colunas/religiao/fevereiro_08.htm

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Jesus, o Homem perfeito. O evangelho de Lucas, o médico amado.



 O evangelista, doutor Lucas, o médico amado, escreveu a historia do nascimento de Jesus Cristo, paralelamente, a de João Batista. Poder nos chamar de historias dos nascimentos dos dois  meninos, pois, em primeiro lugar, Lucas apresenta os anúncios do nascimento de João Batista e de Jesus Cristo (Lc 1.5-25, Cf. vv.26-38); depois, a visita de Maria a Isabel (Lc 1.39-45); o cântico de Maria e a informação de que ela passara três meses na casa de sua prima Isabel (Lc 1.46-56); em seguida, a narrativa do nascimento de João Batista (Lc1.57-66);o cântico de Zacarias, seu pai (Lc 1.67-80), depois, a narrativa do nascimento de Jesus Cristo (Lc 2_1-7); logo mais, a chegada dos pastores de Belém (Lc 2.8-ZO); em seguida, a circuncisão e a apresentação de Jesus no Templo (Lo 2.21-24); a alegria de Simeão e da Profetisa Ana com o nascimento do Salvador (Lc 2.25»38); e o encontro de Jesus com os doutores da Lei, no Templo, aos doze anos de idade (LC 2.39-52),Nas seções narrativas dos anúncios natalícios sobre Jesus Cristo e João Batista, e de seus respectivos nascimentos, os grandes hinos presentes na narrativa lucana tomou um vulto grandioso na Historia da Igreja o Magnificat, cântico de Maria exaltando a Deus pelas suas obras (1.46-55); o Benedictus, o cântico de Zacarias quando bendiz o Deus de Israel e profetisa sobre o ministério de João Batista (i .68-79).
A narrativa dos nascimentos de Jesus e de João tem o objetivo de deixar claro, desde o inicio da obra evangélica, a importância suprema da pessoa Jesus Cristo. Enquanto João tinha pai e mãe, e fora fruto do relacionamento entre Zacarias e Isabel, a narrativa igualmente deixa clara que a mãe de Jesus, Maria, não conheceu homem algum, E que 0 Filho de Deus fora concebido no ventre de Maria pela obra do Espírito Santo.
No Benedictus, o cântico de Zacarias, João Batista foi profetizado como o precursor do Messias, Jesus, o Salvador do Mundo. O grande profeta foi reconhecido pelo povo e por Herodes. João Batista descortinou o caminho do Filho de Deus para o arrependimento do povo, após apresentá-lo a fim de que esse povo reconhecesse o Filho de Deus, o desejado entre as nações. É importante que o estudante da Bíblia compreenda a forma como as narrativas do Evangelho de Lucas estão estruturadas, pois eia apresenta uma estrutura que faz sentido na forma como Jesus Cristo e apresentado a partir do capítulo 3 do Evangelho.

Fonte de arquivo: Lição bíblica CPAD 2º trimestre 2015.