sábado, 5 de agosto de 2017

O RETORNO A NAZARÉ / 2.19-23


Deus protegeu cuidadosamente a vida do seu Filho, guiando José quando partiram de Israel para fugirem do perigo que estavam correndo, e no seu retorno a Israel quando já não havia mais perigo. Deus estava realizando o seu plano de salvação em nosso beneficio.
Os crentes devem ler essa história com admiração e respeito, à medida que observam Deus trabalhando por detrás dos cenários para proteger a vida de Jesus Cristo na terra.

2.19-21 O anjo do Senhor havia  prometido informar a José quando não houvesse mais perigo para que ele e sua família retornassem a Israel (2.13). O anjo instruiu José dizendo: Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e vai para a terra de Israel, porque já estão mortos os que procuravam a morte do menino. Portanto, José retornou imediatamente a Israel com Jesus e sua mãe. Não se sabe quanto tempo eles permaneceram no Egito, mas quando o anjo ordenou sua volta, José não hesitou em obedecer.

2.22 Herodes havia dividido seu reino em três partes, uma para cada filho.
Arquelau recebeu a Judéia, Samaria e Iduméia, e reinava sobre toda a Judéia.
Sendo um homem violento, começou seu reinado mandando matar três mil pessoas influentes. Ele mostrou ser um governante tão ruim que foi deposto no ano 6 d.C.
José havia ouvido falar sobre Arquelau e receou voltar a Belém, que era um distrito da Judéia. Mais uma vez, Deus guiou José, prevenindo-o em sonhos para que não fosse à região desse rei cruel, mas que se dirigisse à Galiléia.

2.23 José retornou à sua cidade, Nazaré (Lc 2.4), que estava localizada no sul da Galiléia, perto do cruzamento das rotas das grandes caravanas. O destacamento romano encarregado da Galiléia estava acampado nesse lugar.
O Antigo Testamento não registra especificamente a declaração, Ele será chamado Nazareno. Mateus pode estar se referindo a Isaías 11.1 onde a palavra hebraica para “rebento” (netser) é semelhante à palavra usada para “nazareno”. Outros dizem que ele pode estar se referindo a uma profecia não mencionada na Bíblia ou a uma combinação de profecias.
Mateus pintou um quadro de Jesus como o verdadeiro Messias anunciado por Deus através dos profetas. Jesus, o Messias, teve um começo extremamente humilde e seria desprezado por aqueles para quem viera, exatamente como o Antigo Testamento havia predito.

Este material foi extraído deste livro abaixo👇.


 Todos os direitos reservados. Copyright © 2009 para a língua portuguesa da Casa Publicadora das Assembleias de Deus. Aprovado pelo Conselho de Doutrina.
Título do original em inglês: Life Application New Testament Commentary
Editora: Tyndale House Publishers
Primeira edição em inglês: 2001
Tradução: Degmar Ribas
Preparação dos originais: Anderson Grangeão e Miriam Liborio
Revisão: César Moisés e Zenira Curty
Capa: Josias Finamore
Projeto gráfico e Editoração: Natan Tomé
CDD: 220 — Comentário Bíblico
ISBN: 978-85-263-0978-4




A FUGA PARA O EGITO / 2.13-18 / 13

Mesmo antes que o pequenino bebê começasse a falar, os poderes mundanos, liderados pelo próprio Satanás, estavam se movimentando contra Ele. O cruel rei Herodes, que havia matado três dos seus próprios filhos a fim de garantir o poder, estava receoso de perdê-lo, portanto elaborou um plano para matar a criança que havia nascido como “rei dos judeus”. Dominado pela loucura, Herodes mandou matar crianças inocentes, esperando matar também essa criança especial. Herodes manchou suas mãos com sangue, mas não feriu Jesus. Ninguém pode impedir os planos de Deus.

2.13-15 O anjo do Senhor apareceu a José em sonhos. Essa era a segunda visão em sonho que José recebia de Deus (veja 1.20,21).
O anjo do Senhor preveniu José de que Herodes havia de procurar o menino para matar. Ele disse exatamente o que José devia fazer: Levanta-te, toma o menino e sua mãe, e foge para o Egito. José obedeceu naquela mesma noite, levando Jesus e Maria através da viagem de cento e vinte quilômetros até o Egito, escapando de Belém sob a escuridão.
O anjo instruiu José: Demora-te lá até que eu te diga (veja 2.20). Viajar para o Egito era muito comum, pois essa nação havia sido o lugar de refúgio para os israelitas em épocas de rebelião política (1 Rs 11.40; 2 Rs 25.26).
Havia colônias de judeus em várias cidades egípcias importantes, entretanto o Egito era uma província de Roma que estava fora da jurisdição de Herodes. E esteve lá até a morte de Herodes, para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz: Do Egito chamei o meu Filho. José seguiu as instruções do anjo e permaneceu no Egito até a morte de Herodes (veja 2.19,20).
Dessa forma, Jesus foi salvo. Entretanto, o mais importante é que esse acontecimento cumpriu a profecia de Oséias (11.1).

2.16 Herodes, vendo que tinha sido iludido pelos magos, irritou-se muito. Quando esse  rei se irava, sua ira não tinha limites. A história documenta os terríveis atos de crueldade desse homem. Nesse ponto, tudo que Herodes sabia era que um futuro rei, ainda criança, habitava em Belém. Depois das explicações dos magos, que diziam ter visto uma estrela há aproximadamente dois anos (2.7), Herodes deduziu que essa criança não podia ter mais que dois anos de idade. Portanto, enviou seus soldados e mandou matar todos os meninos que havia em Belém e em todos os seus contornos, de dois anos para baixo.

2.17,18 Mateus entendeu que o doloroso sofrimento das mães de Belém cumpria o que foi dito pelo profeta Jeremias (Jr 31.15). Raquel era uma das esposas de Jacó, um dos grandes homens de Deus do Antigo Testamento. Dos doze filhos de Jacó, vieram as doze tribos de Israel. Raquel era a mãe
simbólica da nação. Ela havia sido enterrada perto de Belém (Gn 35.19). A passagem de Jeremias descreve Raquel, a “mãe”, chorando os seus filhos e não querendo ser consolada porque foram levados em cativeiro. Ramá era o ponto inicial da deportação (40.1). As mães de Belém também choravam e se lamentavam pelos filhinhos mortos pelos soldados. Mateus comparou o sofrimento das mães, na época do Exílio, ao sofrimento das mães das crianças assassinadas.


Extraído do livro comentário bíblico novo testamento aplicação pessoal, aprovado pelo conselho regional de doutrinas da Assembleia de Deus.

Contrição

           A contrição é o ato de alguém se lamentar e realmente entristecer-se pelos próprios pecados ou delitos. No hebraico, a palavra dakka  significa “esmagado”, “ferido”, “contrito”. Os exemplos no Antigo Testamento do uso adjetivado dessa palavra são os seguintes: Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado e salva os contritos de espírito (SI 34.18, grifo do autor). Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita a eternidade e cujo nome é Santo: Em um alto e santo lugar habito e também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e para vivificar o coração dos contritos (Is 57.15, grifo do autor). A contrição é uma atitude de coração que envolve humildade, quebrantamento de espírito, admissão de pecado e tristeza pelas transgressões cometidas; ao mesmo tempo, implora a Deus por sua misericórdia.

Retirado do livro: Teologia Bíblica da Oração. O Espirito nos ajuda a orar.

Robert L. Brandt e Zenas J. Bicket
Todos os direitos reservados. Copyright © 2007 para a língua portuguesa da Casa
Publicadora das Assembléias de Deus. Aprovado pelo Conselho de Doutrina.
Título do original em inglês: The Spirit Help Us Pray
Logion Press, Springfield, Missouri
Primeira edição em inglês: 1993
Tradução: João Marques Bentes
Revisão: Gleyce Duque

Editoração: Flamir Ambrósio