domingo, 20 de agosto de 2017

Súplica

A súplica é o ato de fazer humildes e intensos rogos pedindo favor, especialmente a Deus. Três vocábulos hebraicos da raiz hanan são traduzidos por “súplica”. Com frequência incluem a ideia de intercessão, petição e pedido insistente. Algumas vezes esses vocábulos são traduzidos por “oração”, “pedido de misericórdia” e “solicitação de um favor”. Dois usos do vocábulo no Antigo Testamento são derivados de hanan.

       Quando o teu povo de Israel for ferido diante do inimigo, por ter pecado contra ti, e se converterem a ti, e confessarem o teu nome, e orarem, e suplicarem a ti nesta casa, ouve tu, então, nos céus, e perdoa o pecado do teu povo de Israel, e torna a levá-lo à terra que tens dado a seus pais (1 Rs 8.33,34, grifo do autor).
A ti, Senhor, clamei, e ao Senhor supliquei (SI 30.8, grifo do autor).
         No Novo Testamento, a palavra grega deesis, que também significa “petição”, é normalmente traduzida como “súplica” na versão Revista e Corrigida. Confira a transcrição de Filipenses 4.6, no tópico sobre “petição”. Em algumas passagens básicas sobre a oração, deesis indica um rogo mais importuno e apaixonado diante de Deus.


Extraído do livro Teologia bíblica da oração.

Robert L. Brandt e Zenas J. Bicket
Todos os direitos reservados. Copyright © 2007 para a língua portuguesa da Casa
Publicadora das Assembléias de Deus. Aprovado pelo Conselho de Doutrina.
Título do original em inglês: The Spirit Help Us Pray
Logion Press, Springfield, Missouri
Primeira edição em inglês: 1993
Tradução: João Marques Bentes
Revisão: Gleyce Duque

Editoração: Flamir Ambrósio

Submissão


A submissão não é tanto um meio quanto uma condição para a oração eficaz. O cristão submisso aceita humildemente a autoridade e o senhorio daquEle a quem ora. Não obstante o cumprimento dessa condição prévia, ele precisa igualmente submeter-se aos lideres que Deus colocou acima dele: “Obedecei a vossos pastores e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossa alma, como aqueles que hão de dar contas delas;' para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil” (Hb 13.17).

Extraído do livro Teologia bíblica  da oração.

Robert L. Brandt e Zenas J. Bicket
Todos os direitos reservados. Copyright © 2007 para a língua portuguesa da Casa
Publicadora das Assembléias de Deus. Aprovado pelo Conselho de Doutrina.
Título do original em inglês: The Spirit Help Us Pray
Logion Press, Springfield, Missouri
Primeira edição em inglês: 1993
Tradução: João Marques Bentes
Revisão: Gleyce Duque

Editoração: Flamir Ambrósio

Confissão


A confissão e simplesmente o reconhecimento de um fato acerca de si próprio ou de outrem. Assim, ela tanto pode ser o desvendar dos pecados pessoais, num ato de contrição (o reconhecimento da nossa miséria e falibilidade), como uma afirmação da grandeza e bondade de Deus (o reconhecimento da santidade e perfeição divinas). Ambos os significados encontram-se tanto no hebraico como no grego, e em português.
         Quando Paulo fala: “Se, com a tua boca, confessares ao Senhor Jesus”, em Romanos 10.9, ele tem em mente o reconhecimento de Jesus Cristo como o Filho de Deus, enviado ao mundo para tornar-se o nosso Salvador e Senhor. O texto não constitui uma referencia a “confissão de pecados”, e sim a “confissão do nome do Senhor”.
         Pelo menos dois vocábulos hebraicos são traduzidos por “confissão” nas paginas do Antigo Testamento. O primeiro, todah, é derivado do segundo, yadah . Ambos permitem os dois sentidos já mencionados, como por exemplo em Esdras 10.10,11: “Vos tendes transgredido e casastes com mulheres estranhas, multiplicando o delito de Israel. Agora, pois, fazei confissão [todah] ao Senhor, Deus de vossos pais, e fazei a sua vontade” (grifos do autor). Quando ha dificuldade, o contexto e que deve determinar se ambos ou apenas um sentido — e qual deles — se aplica a passagem.
         Tanto todah quanto yadah estão alicerçados sobre o sentido literal de “estender a mão”. As mãos podem levantar-se na adoração a Deus (este e o primeiro significado) ou contorcer-se em aflição, por causa dos próprios pecados (aqui, o segundo). Nas 111 ocorrências de yadah no Antigo Testamento, ambos os sentidos de “confissão” parecem estar presentes.
         Entretanto, isso não nos deveria preocupar, pois o louvor e apropriado em meio a confissão de pecados, assim como a confissão de pecados e apropriada quando chegamos a Deus com nossos louvores. Precisamos sempre reconhecer toda a verdade que Deus nos revelar — tanto nossa própria pecaminosidade como sua santidade e majestade.
Ah! Senhor! Deus grande e tremendo, que guardas o concerto e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos*;: pecamos e cometemos iniquidade, e procedemos impiamente , e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos (Dn 9.4,5).

         Os dois significados de “confissão” são representados no Novo Testamento pelo termo grego homologia (e derivações), cujo sentido básico representa “aquilo que e reconhecido ou confessado” (já visto no texto de Rm 10.9 — no caso, “confessar Jesus”). O outro sentido de “confissão” e ilustrado em 1 Joao 1.9 (“confessar pecados”).- “Se confessarmos os nossos pecados, ele e fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (grifo do autor).
         O significado de “confessar”, conforme se apresenta nos capítulos seguintes, e primariamente o reconhecimento do pecado , tanto perante Deus como diante das pessoas, sendo este um elemento essencial da oração eficaz. Este significado ficou indelevelmente impresso nos israelitas através da cerimonia anual de libertação de um bode no deserto, no Dia da Expiação.
         E Arão porá ambas as mãos sobre a cabeça do bode vivo e sobre ele confessará todas as iniquidades dos filhos de Israel e todas as suas transgressões, segundo todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode, e enviá-lo-á ao deserto, pela mão de um homem designado para isso. Assim, aquele bode levará sobre si todas as iniquidades deles à terra solitária; e o homem enviará o bode ao deserto (Lv 16.21,22).

         Isso simbolizava não somente o fato de que Deus cobriria os pecados deles com o preço da redenção, o sangue vertido; mas que seus pecados desapareceriam para sempre da memoria de Deus.
         Um notável exemplo de confissão em oração acha-se em Salmos 51.3,4: “Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado esta sempre diante de mim. Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que a teus olhos e mal, para que sejas justificado quando falares e puro quando julgares”.


Extraído do livro Teologia bíblica da oração.
“O Espirito nos ajuda a orar”

Todos os direitos reservados. Copyright © 2007 para a língua portuguesa da Casa
Publicadora das Assembléias de Deus. Aprovado pelo Conselho de Doutrina.
Título do original em inglês: The Spirit Help Us Pray
Logion Press, Springfield, Missouri
Primeira edição em inglês: 1993
Tradução: João Marques Bentes
Revisão: Gleyce Duque
Editoração: Flamir Ambrósio