domingo, 20 de agosto de 2017

Dores

A palavra “dores” é usada na Bíblia para referir-se a todo trabalho doloroso ou laborioso, seja físico ou mental. No Antigo Testamento, a ideia é frequentemente associada com o trabalho de parto. Por extensão, as dores na oração significam aquele esforço árduo que visa obter uma resposta de Deus. Outras traduções das palavras hebraicas de maior ocorrência para “dores” incluem "labor”, “negócios”, “misérias”, “tribulação” e “tristeza”.
As palavras traduzidas por “dores” no Novo Testamento também envolvem sentidos associados ao ato de dar à luz a uma criança: “produzir”, “parir” e “dor”. Paulo comparou o sentimento que o dominava quando orava pela saúde espiritual dos crentes da Galácia às dores de uma mulher na hora do parto: “Meus filhinhos, por quem de novo sinto as d ores de parto , até que Cristo seja formado em vós” (G1 4.19, grifo do autor). Para os propósitos do nosso estudo, a palavra “dores” deve ser compreendida como aquela intensa dedicação à oração que chega a produzir agonia e intensa dor interior em prol duma causa espiritual, principalmente o nasci­ mento e desenvolvimento de almas e ministérios no Reino de Deus.



Extraído do livro Teologia bíblica da oração.

Robert L. Brandt e Zenas J. Bicket
Todos os direitos reservados. Copyright © 2007 para a língua portuguesa da Casa
Publicadora das Assembléias de Deus. Aprovado pelo Conselho de Doutrina.
Título do original em inglês: The Spirit Help Us Pray
Logion Press, Springfield, Missouri
Primeira edição em inglês: 1993
Tradução: João Marques Bentes
Revisão: Gleyce Duque
Editoração: Flamir Ambrósio

Ação de Graças

A ação de graças é um reconhecimento público ou celebração da bondade divina, uma expressão de gratidão. O verbo hebraico yadah e o substantivo todah estão associados à gratidão e à ação de graças no Antigo Testamento. Essas mesmas palavras também são traduzidas em outras passagens com o “louvor” e “confissão”. O papel da ação de graças, ao se prestar honras a Deus, é ilustrado em Salmos 69-30: “Louvarei o nome de Deus com cântico e engrandecê-lo-ei com ação de graças”.
No Novo Testamento, a expressão “ação de graças” é tradução' do vocábulo grego eulogia, cujo sentido básico está associado ao louvor, e também de eu charistia (“gratidão”). Esta palavra deriva-se de eu ( “bem ” ou “bom ”) e charis ( “favor”, “graça”, “graciosidade”, “benefício”, “agradecimento”). A ligação entre a ação de graças e a oração fica bem clara em Filipenses 4.6: “As vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com a ç ã o d e g r a ç a f (grifo do autor).
A ação de graças, como um elemento da oração, tanto pode ser desvalorizada como tida em alta conta. Até hoje os judeus devotos entremeiam o dia inteiro com suas orações, no geral compostas por sentenças curtas. Mais de cem bênçãos são normalmente recitadas começando com as palavras: “Bendito sejas tu, ó Senhor, Rei do Universo”. Um judeu típico expressa um breve agradecimento a Deus ao receber notícias boas ou más, ao cheirar uma flor odorífera, ao alimentar-se, ao ver um arco-íris e ao passar por uma borrasca. Durante todo o dia o judeu devoto louva e agradece a Deus por tudo que acontece, valendo-se de  orações  curtas,  que não  compreendem mais de uma sentença. A admoestação de Paulo para orarmos “sem cessar”  (cf. 1 Ts 5.17) fica muito mais clara quando compreendemos o pano de fundo hebraico a partir do qual ele escrevia. Nos capítulos  seguintes, “ação de graças” é o reconhecimento da bondade divina, uma expressão de gratidão  a Deus,  sob  a forma  de oração (inclusive  a silenciosa),em  cântico,  música ou  língua desconhecida.

Extraído do livro Teologia bíblica da oração.

Robert L. Brandt e Zenas J. Bicket
Todos os direitos reservados. Copyright © 2007 para a língua portuguesa da Casa
Publicadora das Assembléias de Deus. Aprovado pelo Conselho de Doutrina.
Título do original em inglês: The Spirit Help Us Pray
Logion Press, Springfield, Missouri
Primeira edição em inglês: 1993
Tradução: João Marques Bentes
Revisão: Gleyce Duque

Editoração: Flamir Ambrósio

Súplica

A súplica é o ato de fazer humildes e intensos rogos pedindo favor, especialmente a Deus. Três vocábulos hebraicos da raiz hanan são traduzidos por “súplica”. Com frequência incluem a ideia de intercessão, petição e pedido insistente. Algumas vezes esses vocábulos são traduzidos por “oração”, “pedido de misericórdia” e “solicitação de um favor”. Dois usos do vocábulo no Antigo Testamento são derivados de hanan.

       Quando o teu povo de Israel for ferido diante do inimigo, por ter pecado contra ti, e se converterem a ti, e confessarem o teu nome, e orarem, e suplicarem a ti nesta casa, ouve tu, então, nos céus, e perdoa o pecado do teu povo de Israel, e torna a levá-lo à terra que tens dado a seus pais (1 Rs 8.33,34, grifo do autor).
A ti, Senhor, clamei, e ao Senhor supliquei (SI 30.8, grifo do autor).
         No Novo Testamento, a palavra grega deesis, que também significa “petição”, é normalmente traduzida como “súplica” na versão Revista e Corrigida. Confira a transcrição de Filipenses 4.6, no tópico sobre “petição”. Em algumas passagens básicas sobre a oração, deesis indica um rogo mais importuno e apaixonado diante de Deus.


Extraído do livro Teologia bíblica da oração.

Robert L. Brandt e Zenas J. Bicket
Todos os direitos reservados. Copyright © 2007 para a língua portuguesa da Casa
Publicadora das Assembléias de Deus. Aprovado pelo Conselho de Doutrina.
Título do original em inglês: The Spirit Help Us Pray
Logion Press, Springfield, Missouri
Primeira edição em inglês: 1993
Tradução: João Marques Bentes
Revisão: Gleyce Duque

Editoração: Flamir Ambrósio