INTRODUÇÃO
I – A ALTIVEZ ORIUNDA DA PROSPERIDADE
II – O DIA DO SENHOR PARA ISRAEL
III – O DIA DO SENHOR PARA A IGREJA
CONCLUSÃO
I – A ALTIVEZ ORIUNDA DA PROSPERIDADE
II – O DIA DO SENHOR PARA ISRAEL
III – O DIA DO SENHOR PARA A IGREJA
CONCLUSÃO
De acordo
com Soares, o termo hebraico para “dia” é yom, que pode significar “dia”
literalmente (Jó 3.3) ou até período de tempo (Gn 2.4). Assim, segundo ele, o
dia do Senhor indica o período reservado por Deus para o “acerto de contas” com
todos os moradores da terra. Gerhard von Rad, estudioso do Antigo Testamento,
analisa as imagens que acompanham esse dia escatológico, e conclui que o mesmo
remonta às guerras santas do Senhor, ou seja, este dia se refere à ocasião em
que Jeová aparecerá pessoalmente para aniquilar seus inimigos.
Portanto,
não existe uma única definição da natureza do dia do Senhor na literatura
profética, mas, diversos aspectos e imagens bíblicas que descrevem esse dia.
Contudo, a principal ideia está relacionada ao grande julgamento e restauração
do reino do Senhor. Também, podemos observar em Sofonias 1.15,16, uma das mais
completas descrições do dia do Senhor. Assim, lemos que o dia de Jeová é:
a) Um dia de
ira;
b) Um dia de aflição e angústia;
c) Um dia de ruína e devastação;
d) Um dia de trevas e escuridão;
e) Um dia de trombeta e grito de guerra.
b) Um dia de aflição e angústia;
c) Um dia de ruína e devastação;
d) Um dia de trevas e escuridão;
e) Um dia de trombeta e grito de guerra.
Em Isaías, o
dia do Senhor se refere principalmente à intervenção divina contra a altivez
humana, expressadas no apego excessivo às riquezas e a desvios morais que
culminaram em corrupção e idolatria, mas também diz respeito às histórias de
proezas e grandes feitos de Deus intervindo milagrosamente na história do seu
povo, Israel (Is 2.6-9, 17-18). Nesse caso de Isaías, o dia do Senhor,
primeiramente alude à Judá e Jerusalém, mas, também se aplica aos últimos dias,
pois a maioria das profecias bíblicas tem um cumprimento imediato e um
cumprimento remoto, ou seja, aplicam-se num período de tempo próximo, mas
também são aplicáveis há tempos mais distantes e escatológicos.
I – A
ALTIVEZ ORIUNDA DA PROSPERIDADE
O desenvolvimento econômico acabou não sendo visto como bênção de Deus; na realidade acabou se tornando em pedra de tropeço para o povo, uma vez que os induziu a cometer uma série de pecados: corrupção, mentira, arrogância, idolatria, enriquecimento ilícito, injustiças sociais e toda sorte de perversão advinda de uma má compreensão da prosperidade, que resultou numa má utilização da mesma (Is 2.8-12). O que sucedeu com o povo de Israel é que os reis e suas mais altas autoridades acumularam para si riquezas desnecessárias, mediante a prática de injustiças, indo contra o mandamento de Deus, o que fez com que seus corações se corrompessem. Frequentemente as riquezas excessivas apartam o coração humano da confiança em Deus (cf. Lc 12. 13-21; 34).
O desenvolvimento econômico acabou não sendo visto como bênção de Deus; na realidade acabou se tornando em pedra de tropeço para o povo, uma vez que os induziu a cometer uma série de pecados: corrupção, mentira, arrogância, idolatria, enriquecimento ilícito, injustiças sociais e toda sorte de perversão advinda de uma má compreensão da prosperidade, que resultou numa má utilização da mesma (Is 2.8-12). O que sucedeu com o povo de Israel é que os reis e suas mais altas autoridades acumularam para si riquezas desnecessárias, mediante a prática de injustiças, indo contra o mandamento de Deus, o que fez com que seus corações se corrompessem. Frequentemente as riquezas excessivas apartam o coração humano da confiança em Deus (cf. Lc 12. 13-21; 34).
Com a
riqueza, em alguns casos, vem a corrupção. Na verdade a corrupção vem desde os
primórdios da humanidade, pois segundo a Bíblia, se manifesta já na queda da
humanidade no pecado (Gn 3). Neste episódio, aprendemos que a corrupção está
ligada com a cobiça, diz respeito a não satisfação com o que se tem e,
portanto, resulta em todo tipo de ação (ainda que desonesta) para obter o que
se não tem. O famoso “jeitinho brasileiro”, em muitos casos, pode ser uma
forma disfarçada de corrupção, embora possa ter conotações positivas da cultura
brasileira.
Lemos nos
Evangelhos, que por diversas vezes Jesus foi tentado pelo diabo a se corromper,
por meio da ganância, da fama e da celebração do poder. Todavia, Jesus não “se
desviou com os assuntos deste mundo”, Ele permaneceu fiel à missão recebida do
Pai celestial (Mt 4.1-11). Dessa maneira, se tornou modelo para todos àqueles
que pretendem fazer a diferença no mundo, não se permitindo, assim, ser
moldados pela corrupção do mundo (Rm 12.1-2).
II - O
DIA DO SENHOR PARA ISRAEL
Assim, o povo de Deus seria finalmente vingado, por todos os sofrimentos impostos pelas nações pagãs, que lhe dominaram, resultando em más condições econômicas, sociais e políticas (Is 2.4). Sendo assim, esse dia possui aspectos políticos, tanto quanto espirituais. Na realidade, na perspectiva profética do Antigo Testamento, não se separa política e vida religiosa, ambas se encontram entrelaçadas. Mas este dia também representa a justiça de Deus sobre seu próprio povo que havia se apartado do culto verdadeiro e praticado os pecados descritos no tópico I, portanto, seria um dia de muito sofrimento para o povo de Deus.
Assim, o povo de Deus seria finalmente vingado, por todos os sofrimentos impostos pelas nações pagãs, que lhe dominaram, resultando em más condições econômicas, sociais e políticas (Is 2.4). Sendo assim, esse dia possui aspectos políticos, tanto quanto espirituais. Na realidade, na perspectiva profética do Antigo Testamento, não se separa política e vida religiosa, ambas se encontram entrelaçadas. Mas este dia também representa a justiça de Deus sobre seu próprio povo que havia se apartado do culto verdadeiro e praticado os pecados descritos no tópico I, portanto, seria um dia de muito sofrimento para o povo de Deus.
No capítulo
1, o Senhor diz que a adoração de Israel não é autêntica. O Senhor não tem
prazer nos animais que eles sacrificam. Quando o rito externo da religião, não
vem acompanhado de atitude sincera e verdadeira do coração, o resultado só pode
ser o descontentamento divino (Is 1.13-15). O profeta denuncia a idolatria
de Israel, em que a criatura é servida como se fosse Deus (Is 2.8-9). Ainda,
hoje, muitos entre a humanidade adoram obras feitas por mãos humanas, em
explícita ofensa ao Criador, o único digno de adoração. Esta descrição
profética de acusação de Israel pode ser relacionada ao materialismo atual,
onde o ser humano atribui grande valor aos objetos materiais, em detrimento das
pessoas.
Também, em
nossos dias há apreço apenas pelos ricos e afamados, e, assim, a soberba humana
é cultivada e Deus é desprezado. Mas, chegará o dia do Senhor, em que a glória
da sua majestade afugentará os pecadores. Nesse dia os soberbos serão abatidos
e humilhados. Há em todo o mundo um clima de guerra iminente no ar, especialmente,
com o crescimento da tensão entre o Oriente e o Ocidente, devido aos crescentes
atentados por parte de grupos extremistas islâmicos, etc. Portanto, o medo está
por toda parte, não há paz no mundo. Mas, no futuro prometido pelo Senhor,
ninguém mais precisará temer a guerra. Não se investirá mais recursos
econômicos em ferramentas que fomentam a morte e o medo porque reinará o
príncipe da paz, Jesus Cristo.
III - O
DIA DO SENHOR PARA A IGREJA
Ao longo da tradição cristã o dia do Senhor é frequentemente associado à segunda vinda de Cristo. A principal perspectiva cristã é a pré-tribulacionista, ou seja, acredita na obra de Cristo que removerá a sua Igreja do mundo antes da grande tribulação. A tribulação será uma das formas de manifestação do juízo de Deus para com aqueles que não viveram segundo sua palavra.Mas antes desse dia, a igreja é desafiada a enxugar o choro dos que choram, porque no reino futuro não haverá choro, pregar o evangelho para os aprisionados porque o reino de Deus é de liberdade, a restaurar famílias porque o reino de Deus é de restauração, a pregar e viver a justiça porque o reino de Deus é de Justiça.
Ao longo da tradição cristã o dia do Senhor é frequentemente associado à segunda vinda de Cristo. A principal perspectiva cristã é a pré-tribulacionista, ou seja, acredita na obra de Cristo que removerá a sua Igreja do mundo antes da grande tribulação. A tribulação será uma das formas de manifestação do juízo de Deus para com aqueles que não viveram segundo sua palavra.Mas antes desse dia, a igreja é desafiada a enxugar o choro dos que choram, porque no reino futuro não haverá choro, pregar o evangelho para os aprisionados porque o reino de Deus é de liberdade, a restaurar famílias porque o reino de Deus é de restauração, a pregar e viver a justiça porque o reino de Deus é de Justiça.
Subsídio
escrito pelo próprio comentarista da Revista, Pastor Claiton Ivan
Pommerening.
Fonte: http://www.licoesbiblicas.com.br/