E o mundo passa, e a sua
concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.
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João 2.17
Quero começar este capítulo com
o Salmo 46, inspirado por um dos filhos de Corá, que retrata o socorro nas
crises existenciais quando somos ameaçados por perigos que não podemos evitar.
Deus é o nosso refugio e
fortaleza, socorro bem presente na angústia. Pelo que não temeremos, ainda que
a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares.
Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua
braveza. Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das
moradas do Altíssimo. Deus está no meio dela; não será abalada; Deus a ajudará
ao romper da manhã. As nações se embraveceram; os reinos se moveram; ele
levantou a sua voz e a terra se derreteu. O Senhor dos Exércitos está conosco;
o Deus de Jacó é o nosso refugio. Vinde, contemplai as obras do Senhor; que desolações
tem feito na terra! Ele faz cessar as guerras até ao fim da terra; quebra o
arco e corta a lança; queima os carros no fogo. Aquietai-vos e sabei que eu sou
Deus; serei exaltado entre as nações; serei exaltado sobre a terra. O Senhor
dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio.
Para tempos de crises inevitáveis, esse salmo é bálsamo para
quem enfrenta dificuldades nos campos físico, econômico, social, moral e
espiritual. A Palavra de Deus dá certeza de socorro bem presente, fortaleza
íntima para enfrentar os perigos, refugio nas tempestades da vida.
Algumas crises foram motivadas pelo choque do futuro para o
qual as pessoas não estão preparadas. Essas crises também são provocadas pelo
excesso de mudanças em um período muito curto, não dando tempo de adaptação a
tudo isso. A necessidade de adaptação a essa realidade vem produzindo estresse
emocional, e a ciência no campo da psicologia e da psiquiatria não consegue
atenuar plenamente esse estado de espírito dos tempos modernos.
Estamos no terceiro milênio, e nos dois milênios que se
passaram desde os tempos do primeiro séculos da Era Cristã, todos aqueles
sinais escatológicos apresentados por Jesus e pelos seus apóstolos vêm sendo
cumpridos. O apóstolo João, já no final do primeiro século da Era Cristã
mostrou o mundo atual com os sinais de um sistema satânico que se manifestam na
vida da humanidade. O estigma do mundo percebido por João é percebido nesses
tempos pós-modernos. Estamos vivendo na atualidade com a realidade de mudanças
culturais e sociais que ameaçam a nossa fe e os princípios e valores que sempre
nortearam a Igreja de Cristo na terra. Entretanto, para esses tempos, o Deus de
toda provisão não abandonou sua Igreja.
0 MUNDO ATUAL, UM SISTEMA GLOBALIZADO
0 Mundo na Esfera
Espiritual — um Sistema Espiritual de Domínio Satânico
João, o apóstolo, declarou em sua epístola universal às
igrejas: “sabemos que somos de Deus e que todo o mundo está no maligno” (1 Jo
5.19). Sabemos que esse sistema satânico age invisivelmente sobre a humanidade
na terra. Por isso, no contexto espiritual, o mundo é mais que um globo
geofísico. É um sistema invisível que procura dominar a vida humana
infiltrando-se em todas as camadas sociais, políticas e religiosas,
influenciando suas decisões. É um sistema que invade nossos lares; que afeta e
corrompe a mente de nossos filhos por meio da mídia falada, televisiva e por
meio da informática. Ora, se o mundo dos homens está sob a égide de Satanás,
sabemos que esse sistema satânico tenta usurpar de Deus a sua soberania
infiltrando-se na vida da humanidade, oferecendo-lhe um estilo de vida que a
torna independente e rebelde contra o Criador.
0 Mundo Hoje — a Influência de um Sistema Globalizado
Nas raízes do pós-modernismo brotam as coisas que pressionam
a vida atual e provocam a incredulidade e a rebeldia humana que rejeita a Deus
e absorve o materialismo humanista. A globalização, uma ideia inteligente
desses tempos, é um modo de preparar o mundo para o advento do Anticristo. Não
é um termo isolado e técnico dos cientistas políticos. Tem na sua estrutura um
plano diabólico que esconde as verdadeiras razões satânicas sob o manto
colorido da união das nações, do ecumenismo religioso, da liberdade individual
das pessoas. É um sistema que se destaca pela diversidade e a multiplicidade. É
um sistema que busca o prazer físico em detrimento da racionalidade.
Globalização e a palavra moderna que representa o processo de integração
econômica, social, cultural e política que visa ao intercâmbio de ideias entre
as culturas das nações, tendo como limitação apenas a barreira linguística.
Utiliza-se da mídia e das facilidades de comunicação tecnológica que
influenciam o modo de pensar em todos os campos da vida da sociedade em cada
nação do planeta. A ideia de globalização e a igualdade num plano que concorda
com a “Nova Ordem Mundial e que prega a integração entre todos os povos. Houve
a tentativa de criar uma língua universal, chamada “Esperanto”, que não
conseguiu muito sucesso. A ideia da Nova Ordem Mundial objetiva estabelecer
princípios de relações entre os povos que afetem o comportamento social e que
tenham na mídia televisiva e na impressa o modo de influenciar a economia
mundial, a educação e até a religiosidade dos povos.
A Globalização — um Sistema Preparado para o Cenário Futuro
do Anticristo
O mundo todo está sendo um palco armado para o advento do
Anticristo, segundo a profecia bíblica, em breve futuro, antes que a igreja de
Cristo seja arrebatada deste mundo. Sob a influência de Satanás, o Anticristo
será o personagem que aparecerá no cenário político mundial num período
especial identificado pela profecia de Daniel como a “Grande Tribulação”,
especialmente para Israel (Dn 9.24-27). Nesse período, ele surgirá no cenário
mundial e globalizado como um personagem literal, mas que é identificado nas
profecias bíblicas numa linguagem figurada como o chifre pequeno” do animal
terrível e espantoso (Dn 7.7,8). Será identificado, também, como “o príncipe
que há de vir (Dn 9.26); “o rei que fará conforme sua vontade” (Dn 11.36); “o
homem do pecado”, o “filho da perdição”, “o iníquo” (2 Ts 2.3,8); o
“anticristo” (1 Jo 2.18).
Para os que interpretam a Bíblia alegoricamente, esse
personagem não passa de uma figura de retórica. Para a igreja de Cristo, que
crê na literalidade da revelação bíblica acerca desse personagem, o Anticristo
será o mais notável líder político, capaz de convencer, contender e com um
carisma fenomenal. Ele ainda não esta entre nós, mas o seu espírito opera no
mundo atual, e a ideia da globalização, ou seja, a “aldeia global” ou a nova
ordem Mundial”, está sendo preparada.
DOIS TEMPOS DISTINTOS DE MUDANÇAS NA SOCIEDADE
Ao longo da sua história, a humanidade experimentou
diferentes modelos de transformações que foram passando de uma época para
outra, com sinais de desenvolvimento tecnológico, científico e social. Nesses
períodos distintos, várias crises de ordem social, com os sistemas de governos
e políticas diversificados, tragédia e destruição foram experimentadas.
A Crise da Era Moderna
Modernidade é uma palavra com sentido filosófico e
entende-se como um sistema oriundo das forças de mudanças que ocorrem durante
sua movimentação na vida da humanidade. É um sistema centrado na premissa de
que “toda causa de cima para baixo”, principalmente aquela que reconhece a
soberania de Deus e o Causador de toda a criação do universo e tudo que
representar o sobrenatural deve ser substituído por “causas de baixo para
cima”. É, na verdade, uma inversão de valores e de objetivos em que o
sobrenatural é rejeitado e o natural ganha espaço na vida das pessoas. Em
síntese, é uma declarada rejeição de Deus pelo homem moderno. Paulo, inspirado
pelo Espírito Santo, escreveu o seguinte: “Pois mudaram a verdade de Deus em
mentira e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador” (Rm 1.25). O
mesmo autor, escrevendo a Timóteo, disse:
Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem
ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente
nos dá todas as coisas para delas gozarmos; que façam o bem, enriqueçam em boas
obras, repartam de boa mente e sejam comunicáveis; que entesourem para si
mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a vida eterna.
(1 Tm 6.17-19).
O modernismo desenvolveu conceitos humanistas e materialistas,
de modo que a sua fé é desviada para um falso sentido de liberdade, para a
ciência e para o progresso humano. A Era moderna foi marcada pelo avanço do
conhecimento humano, pelo advento da industrialização, pela predominância da
luta ideológica e, especialmente, pela expansão da fé cristã, como também, pela
proliferação das seitas e das religiões orientais.
As Crises dos Tempos Pós-Modernos
Os sociólogos estudam a sociedade através da história e
colocam os tempos atuais como um período que denominam pos-modernidade . Esse
período possui características que se manifestam na vida cotidiana das pessoas
e são inevitáveis. São características que desafiam a fé cristã. Tem sido um
tempo marcado não só pelo progresso científico e econômico, mas por conflitos e
contradição oriundos da Era Moderna. Um dos elementos corrosivos e destrutivos
sob a égide do pós-modernismo e a valorização do efémero, da descontinuidade, o
avanço do individualismo. A mídia hoje tem um poder quase sufocante sobre
nossas famílias, manipulando desejos, incentivando atitudes animalescas,
promovendo a sedução por coisas impróprias.
Um dos aspectos que chamam a atenção na diferença do
modernismo para o pos-modernismo é que esse tempo que vivemos não possui um
estilo uniforme e coerente em várias áreas como a filosofia, a religião, a
moralidade, as artes, a economia. Tudo sofreu mudanças radicais, prevalecendo a
diversidade. Apregoa-se hoje a morte dos ideais, em que o disfarce parece um
elemento de sobrevivência das pessoas. Se em tempos passados a verdade era
concebida como algo absoluto para ser absorvido pelas pessoas, hoje se ensina
“que há muitas verdades e cada qual fica com a que mais lhe satisfaz”. Essa
filosofia ensina que as verdades são particulares e relativas, e cada povo tem
a sua forma de acatá-las e expressá-las, contradizendo, assim, abertamente, a
verdade de Deus. A Bíblia diz o seguinte: “Porque do céu se manifesta a ira de
Deus sobre toda impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em
injustiça” (Rm 1.18). Em seguida, o apóstolo Paulo disse no versículo 21:
porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram
graças; antes, em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se
obscureceu”. Por outro lado, supervalorizam o sentimento em detrimento da
razão. O escritor Milan Kundera, defensor dessa filosofia, fez um trocadilho da
expressão “Penso, logo existo por “Sinto, logo existo”.
Esse período é o nosso tempo atual, e é nesse contexto que
estamos vivendo. As gerações dos últimos 50 anos estão experimentando o progresso
científico e tecnológico, mas também as crises provocadas pela Era Moderna. O
apóstolo Paulo, pelo Espírito Santo, profeticamente apontou para esse tempo,
como os problemas dos “últimos dias”, quando disse: Sabe, porém, isto: que nos
últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos” (2 Tm 3.1).
CARATERÍSTICAS DESSE MUNDO SATÂNICO
Jesus orou ao Pai pelos seus discípulos e disse: “Eles estão
no mundo, mas não são do mundo”. Essa distinção dá a Igreja a sua identidade e
nos conscientiza de que, a despeito, de estarmos nesse mundo sob a égide de
Satanás, nós, cristãos, precisamos tomar conhecimento para refutarmos todos os
ataques de Satanás.
Uma Sociedade Centrada no Homem
Essa ideia é identificada no mundo da filosofia como
antropocentrismo. O prefixo dessa palavra é antropos, que se refere ao homem
como o centro de tudo, concordando com a ideia humanista, de um escritor ateu e
humanista, que declarou que o homem e a medida de todas as coisas . Essa ideia
faz do homem o centro do universo, e tenta roubar de Deus, Criador, o cetro de
soberania sobre todo o universo. A Bíblia declara que Deus, o Pai, tornou seu
Filho Jesus a razão e o centro de toda a criação. Paulo escreveu aos
Colossenses que Ele e antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por
Ele” (Cl 1.17). Paulo identificou pelo Espírito, com um vislumbre futuro, o
tipo de gente que se coaduna com o espírito dessa ideia humanista quando fala
dos amantes de si mesmos (2 Tm 3.2). Esse espírito humanista tem de ser
repudiado na vida da igreja, da liderança e dos membros das igrejas.
Uma Sociedade sob a Influência do Relativismo
O relativismo age sob a óptica dos valores relativos negando
os absolutos, especialmente os princípios e ensinos imutáveis da Palavra de
Deus. O certo e o errado se confundem onde tudo é relativo. Algumas
experiências bíblicas nos dão testemunho desse perigo (Gn 19.1-11; Jz 2.11;
3.7; 4.1; 10.6). É a negação de qualquer lei superior para orientar a vida das
pessoas. Esse espírito relativista tem produzido danos à vida ética dos
cristãos em nosso tempo.
Uma Sociedade Dominada pela Secularização da Vida
Existe uma declaração bíblica do apostolo Paulo acerca de um
desertor da igreja, o qual desistiu da fé cristã por entender que o mundo lhe
oferecia mais. Sobre esse desertor, Paulo disse que [amou] o presente século (2
Tm 4.10). Uma das crises enfrentadas pela Igreja é a secularização dos ensinos
bíblicos para acomodar os cristãos a um padrão de vida mundano, que perverte os
nossos valores espirituais. A influência do mundanismo se manifesta em forma de
apelo, fascínio, mistura, prazer e imitação que resultam em perda dos valores e
virtudes cristãs.
Quando o apóstolo Joáo exorta, dizendo “Não ameis o mundo,
nem o que no mundo há” (1 Jo 2.15), não se referia, de fato, ao mundo físico,
mas ao mundo espiritual sob o domínio de Satanás. Não se trata, também, do
mundo da humanidade, que é um sistema de vida organizado em reinos, países,
estados, cidades, vilas e aldeias, e, até mesmo, nos lugares mais escondidos da
terra. Naturalmente, aspectos como cultura, educação, comunicação e
religiosidade fazem parte da vida da humanidade neste mundo físico. Entretanto,
o acesso das pessoas a esses valores são deturpados pelo Diabo, que procura
desintegrar a humanidade, moral e espiritualmente. Ele procura influenciar
pessoas, governos, artistas, intelectuais e até religiosos para lançá-los
contra o Criador.
Que É Secularismo?
A palavra século aparece na língua grega como “aion e diz
respeito não apenas ao período de tempo de cem anos”, mas tem um sentido
figurativo de “pensamento que predomina em uma geração”. O secularismo é uma
força intelectual e espiritual que torce as verdades bíblicas para corromper a
Igreja e desviá-la da fé cristã. Com facilidade, procura corromper os bons
costumes na família, na escola e na vida espiritual. O secularismo valoriza a
forma em detrimento do conteúdo, e, por essa razão, nossa liturgia tem sido
aviltada com alegações culturais, onde tudo acontece: danças folclóricas, roda
de capoeira e outras coisas incentivadas por líderes que perderam o compromisso
com o evangelho.
Características do “Século Presente”
O apóstolo Paulo descreveu as características das pessoas
desses “dias trabalhosos” quando disse:
[...] nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; porque
haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos,
blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural,
irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os
bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos
de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes
afasta-te. (2 Tm 3.1-15)
Essas características tão claras e objetivas fazem parte da
presente era. As ideias satânicas de moralidade, das filosofias, das artes, dos
sistemas políticos e econômicos, da comunicação de massa foram afetadas de tal
modo que a graça desse século prefere o profano ao sagrado e se opõe a tudo que
diz respeito a Deus.
0 Multiculturalismo Secular
O cristão moderno se depara com esse elemento próprio do
fenômeno mundial da globalização. Já tratamos de algumas características atuais
como antropocentrismo, hedonismo, relativismo e, por último, secularismo. O
multiculturalismo tem no seu prefixo “multi” o sentido da diversidade existente
de culturas desenvolvidas ao longo da história e que, nos tempos atuais,
representa uma filosofia que procura camuflar a verdade com a mentira, o
paganismo ímpio e hostil a Deus, a negação dos valores divinos e a pregação
maldita da verdade relativa. A influência dessa filosofia faz com que muitos
cristãos modernos vejam a Bíblia como uma literatura alegórica, antiga e fora
de tempo, que precisa ser adaptada e modificada conforme as chamadas “propostas
de cristianismo” que algumas igrejas tem se proposto comparar e adaptar ao
tempo atual. Refutamos com todas as nossas forças esse modo de pensar, esse
multiculturalismo satânico que contradiz abertamente a verdade insofismável da
Palavra de Deus. Precisamos colocar as armas espirituais para enfrentar esses
inimigos. Paulo falou dessas armas, que não são carnais, mas são poderosas,
como disse aos coríntios: “Porque as armas da nossa milícia não são carnais e
sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas; anulando nós, sofismas e toda
altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo
pensamento à obediência de Cristo (2 Co 10.4,5).
0 Papel da Igreja em Relação ao Secularismo
A Igreja de Cristo é a única entidade capaz de fazer frente
a esse sistema sem estar atrelada ao arcaico, ao legalismo histórico. A
Timóteo, Paulo alertou quanto a “falatórios profanos” que estariam se
desenvolvendo na atualidade (2 Tm 2.16). Essa expressão indica que esses
“falatórios profanos” podem significar a perversão dos ensinos bíblicos, quando
se abandona a santidade e se adere a padrões libertinos que contrariam a vida
cristã bíblica. A adesão de falsas doutrinas, especialmente aquelas advindas em
nome de pretensas revelações por meio de sonhos e visões que não possuem
respaldo bíblico, são as novas teologias, porque lhes parece que a teologia
existente, sagrada e ortodoxa precisa ser rememorada.
O secularismo faz com que a igreja perca sua identidade
cristã. É a teologia “do parece, mas não é”, “do faz de conta que é”. É a
valorização da forma em vez do conteúdo. Em nome da cultura eclesiástica,
promovem-se atividades que imitam o mundo, que despersonalizam o culto genuíno,
com folclore , danças” e coreografias que não glorificam a Deus, mas o fazem em
nome de Jesus. Muitos dos nossos cânticos parecem mantras utilizados nos cultos
pagãos. O secularismo entrou na igreja e está matando a nossa liturgia. O
espaço para a Palavra de Deus tem se tornado cada vez menor. Preocupa-se, hoje,
com a aparência, e não com o conteúdo do culto a Deus, quando se percebe o
culto à personalidade de cantores e pregadores, e Jesus é deixado de lado.
Canta-se sobre a glória de Deus, mas se glorifica mais o homem que a Deus. O
modernismo eclesiástico revela a conformação da igreja com o sistema mundano.
Tudo isso produz esfriamento espiritual. Precisamos orar com o profeta
Habacuque: “[...] aviva, ó Senhor, a tua obra” (Hc 3.2).
CONCLUSÃO
Teria Deus enfraquecido? Ou teria a igreja se deixado
engodar pelo encanto do sistema mundano? Precisamos vencer todas e quaisquer
crises de ordem moral, social e espiritual. Temos a nosso favor o Deus de toda
provisão. Precisamos priorizar e manter sempre o fundamento do evangelho que
recebemos. A liderança da igreja precisa se comprometer em reverter essa
situação produzindo, nos membros das igrejas, convicções sólidas na Palavra de
Deus. Precisamos nos conscientizar de que não somos deste mundo (Jo 17.16).
Para um mundo em crise, nenhuma outra instituição será capaz
de responder aos anseios da humanidade senão a Igreja de Cristo.
Fonte: Livro O Deus de Toda Provisão
Esperança e sabedoria divina para a Igreja em meio às crises
Elienai Cabral