Longe de querer provocar insegurança nos
seus leitores, o autor de Hebreus tenciona conduzi-los à maturidade
cristã. O seu desejo é produzir ânimo, esperança e fé em tempos de apostasia:
"Desejamos, porém, continue cada um de vós mostrando, até ao fim, a mesma
diligência para a plena certeza da esperança" (Hb 6.11, ARA). Todavia, sem
ignorar os perigos da caminhada, ele faz severas advertências. Os perigos
existem: "Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós
perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo" (Hb 3.12).
Os exemplos dos crentes da Antiga Aliança que morreram no deserto e que por
isso foram impedidos de entrar na Terra Prometida são usados por ele para dar o
sinal de alerta: "Mas com quem se indignou por quarenta anos? Não foi,
porventura, com os que pecaram, cujos corpos caíram no deserto?" (Hb
3.17). Se aqueles crentes tombaram no deserto porque permitiram que seus corações fossem
endurecidos pelo engano do pecado, da mesma forma os crente!!
da Nova Aliança também poderiam cometer
o mesmo erro e ficar pelo caminho "Antes, exortai-vos uns aos outros todos
os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça
pelo engano do pecado" (Hb 3.13). Um coração incrédulo e endurecido pelo
pecado foi a causa que impediu os crentes do antigo concerto de entrar no
descanso provido por Deus: "E vemos que não puderam entrar por causa da
sua incredulidade" (Hb 3.19). Todavia, o autor de Hebreus lembra
seus leitores de que aquele não havia sido, de fato, o descanso verdadeiro.
Havia sido apenas um tipo daquele que Cristo veio prover: "Procuremos,
pois, entrar naquele repouso, para que ninguém caia no mesmo exemplo de
desobediência" (Hb 4.11). Aquele fora um descanso terreno; aqui, o
celestial: "Porque, se Josué lhes houvesse dado repouso, não falaria,
depois disso, de outro dia. Portanto, resta ainda um repouso para o
povo de Deus (Hb 4.8,9).
Extraído do
livro: A supremacia de Cristo , Fé, esperança e ânimo na
carta aos Hebreus.
José
Gonçalves.
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